21

No dia do Conservação do Solo, A doutora em Ciência dos Solos, prof. Felizarda Viana, fala ao Mix96 sobre os impactos da atividade agrícola  na degradação dos solos. Ouça o Áudio.

Nos tempos que correm, ao invés de comemorar o “Dia do Solo”, 15 de abril deve ser o momento de pensarmos juntos sobre o que estamos fazendo com o Planeta.  Para nós, seres tipicamente urbanos, a palavra ‘terra’ lembra sujeira; lembramos logo de calçadas por varrer, de sapatos embarrados, do carro empoeirado, e de, no domingo, plantar umas avencas e samambaias no jardim – com luvas, claro, para não sujar as mãos. Entretanto, a agricultura de bases ecológicas considera o solo um “ser vivo” cheio de vitalidade e complexidades, a ser observado e estudado em três aspectos: 1) físico (drenagem, capacidade de reter água, textura, porosidade, por exemplo); 2) químico (quantidade de matéria orgânica, pH, nutrientes, substâncias prejudiciais, húmus) e; 3) biológico (micro e macro-organismos que o habitam, como fungos, bactérias, minhocas, insetos, formigas, dentre outros). Todos os três igualmente importantes para que os processos naturais possam ocorrer.

Afinal, pensamos, solo é coisa de interior, da roça, de fazendas. No entanto, as cidades contribuem – e muito – para a degradação dos solos com a ocupação de terras férteis, erosão, contaminação por produtos químicos, impermeabilização causada por estradas, edifícios, calçadas e estacionamentos. Só para recordar (esta é do tempo da fotossíntese), você se lembra da Mesopotâmia e seu crescente fértil? Por que você acha que tudo acabou e hoje a região do Iraque é tomada por desertos? Por causa do manejo inadequado do solo, que causou a sua salinização. A produção de carne, principalmente bovina, também está relacionada a degradação do solo, pois a atividade extensiva provoca erosão, principalmente em áreas de relevo acidentado.

Dia de Refletir sobre como produzir alimentos com mais sustentabilidade.

 http://www.youtube.com/watch?v=CIuBAfKUOuk

Anúncio

Deixe uma resposta