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Texto: Bahia Econômica
Depois de mais de cem dias de governo e algumas lacunas a serem preenchidas, referentes às reivindicações dos aliados, o governador Rui Costa (PT) tenta correr para apaziguar os ânimos e garantir a unidade da base que apoia o governo na Assembleia Legislativa da Bahia. Com 47 deputados em sua aliança, o desafio tem sido atender os inúmeros pedidos, que incluem principalmente a distribuição dos cargos do segundo e terceiro escalão, envolvendo espaços em órgãos que compõem a reforma administrativa. Diante das reclamações, o governador começou a se reunir com as bancadas partidárias na Governadoria.
Até ontem haviam se encontrado com o chefe do Executivo baiano os integrantes do PP, PDT e PSD. Os petistas irão ao seu encontro nesta sexta-feira. Consta que algumas promessas já teriam começado a sair do papel, com a nomeação de alguns do segundo escalão, como o novo diretor de Finanças da BahiaFarma, Paulo Sérgio Pereira, indicado pela deputada Ivana Bastos (PSD).
Os deputados cobram “compromissos firmados”, relacionados a espaços no interior do estado, como nas Direcs, Cerb, CAR e Embasa, que ainda não foram ajustados para as indicações. Nos corredores, o recado teria sido dado nos últimos dias, com supostas ameaças de cruzarem os braços em futuras votações. Nos bastidores, há queixas de morosidade no atendimento por secretários e até mesmo pela chefia de gabinete do governador, Cícero Monteiro (PT).
Uma das reações “preventivas” do governo teria sido a de recuar sobre a votação do projeto de lei 21.080/2015, que previa a inscrição de créditos não tributários em dívida ativa do Estado, na última terça-feira. Embora não seja de necessidade imediata, essa foi a primeira proposta enviada pelo Executivo à Casa, e retroceder da apreciação seria a forma de o governo se precaver de uma suposta derrota. Tal tese, porém, foi descartada pelo líder do governo na Assembleia, Zé Neto (PT).  “Quem pediu vistas foi o deputado Luiz Augusto (PP), e o governo também queria reavaliar a dívida. É uma lei que só vai entrar em vigor mais pra frente, não tinha porque ter pressa”, justificou.
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