Redação 96FM

Em várias partes do mundo, principalmente no nordeste brasileiro a festa de São João é uma tradição muito celebrada. Em Guanambi a noite do dia 23 de junho foi marcada por muita fogueira, fogos e principalmente pela confraternização entre famílias e amigos.

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Centenas de fogueiras nas ruas e nos quintais da cidade e da  zona rural, trânsito intenso de veículos em direção às fazendas e sítios para comemorações. Os estalos de bombas já eram ouvidos desde de muito cedo e em alguns momentos de forma constantes.

Comidas típicas como a canjica, amendoim, farofa, caldos e boas bebidas estão nas mesas, mas o prato mais esperado da noite é a leitoa assada, a iguaria que não pode faltar na noite de São João em Guanambi e Região. No dia 24 é feriado em todo o nordeste, mais um momento para confraternizar com mais comidas, forró e fogos.

As comemorações aos Santos de Junho ainda não acabaram na Região de Guanambi, ainda faltam as comemorações a São Pedro. Em Igaporã e Iuiu têm festa pública nas vésperas do dia do Guardião das Chaves do Céu.

Confira a cobertura do São João em toda a região

Tradição da Fogueira

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De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã “sempre verde”, que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira do dia de Midsummer (25 de junho) tornou-se, pouco a pouco, na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).

Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e, assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

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Os Fogos e os Balões

O uso de balões e fogos de artifício durante o São João no Brasil está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Este costume foi trazido pelos portugueses para o Brasil e se mantém em ambos os lados do Oceano Atlântico, sendo que é na cidade do Porto, em Portugal, onde mais se evidencia. Fogos de artifício manuseados por pessoas privadas e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa na Região Nordeste do Brasil, em outras partes do Brasil e em Portugal. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista. Em Portugal, pequenos papéis são atados no balão com desejos e pedidos.

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Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de cinco a sete balões para se identificar o início da festança. Os balões, no entanto, constituem atualmente uma prática proibida por lei em muitos locais, como no Brasil, por exemplo, devido ao risco de incêndio e mortes.

Durante todo o mês de junho, é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas, conhecidas por nomes como “traque”, “chilene”, “cordão”, “cabeção-de-nego”, “cartucho”, “treme-terra”, “rojão”, “buscapé”, “cobrinha”, “espadas-de-fogo”, “chuvinha”, “pimentinha”, “bufa-de-vei” , “biribinha” e “bombinha”.

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