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Tiago Marques | Redação 96FM

Mais de  20 pessoas se reuniram na manhã deste sábado para discuti ideias e definir estratégias de mobilização contra o pedido da deputada Ivana Bastos (PSD), que indica ao Estado a criação de marco regulatório para implantação de empreendimentos eólicos na área do Parque Estadual da Serra dos Montes Altos.

Participaram do encontro, estudantes, professores, pesquisadores, representantes de movimentos sociais, de coletivos culturais, da ONG Prisma, ONG Raízes do Semiárido, do Conselho do Parque, guardas do parque, entre outros. O Mix 96 acompanhou tudo.

A primeira deliberação foi da construção de uma carta de repúdio a proposta a ser encaminhada a deputada, solicitando que a proposta seja retirada e que ela lute por investimentos na preservação do Parque para que atividades verdadeiramente sustentáveis e de baixo impacto possam gerar renda para a população. A intensão é que essa carta seja assinada por diversos órgãos da sociedade civil organizada.

A carta também será encaminhada a órgãos como Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, INEMA, Ministério Público, entre outros órgãos, além de Universidades e políticos, principalmente deputados estaduais que votarão a proposta. Os representantes irão fazer uso da tribuna das Câmaras dos Vereadores dos municípios da área da Serra para falar em Em Defesa do Parque e contra a instalação do Parque Eólico.

Durante o encontro foi criada uma rede de colaboração para inserir e compartilhar informações sobre o Parque Estadual da Serra dos Montes Altos. Vídeos, fotos, resultados de pesquisas científicas e tudo que o parque tem de raro será compartilhado na página Salve o Parque Estadual da Serra dos Montes Altos.

Entre os relatos dos participantes, a situação atual do parque. Ex-gestores e membros do conselho contaram que o parque foi desarticulado pelo governo, através do INEMA, logo quando surgiu a possibilidade da implantação de um parque eólico no local entre 2012 e 2013. Momento em que o Conselho trabalhava na elaboração do plano de manejo e votou contra a instalação das torres. Outro grande problema do Parque é o fato de o governo não ter pago as indenizações das desapropriações da área. Os proprietários ficaram sem os pagamentos e sem poder explorar a área como antes.

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