Tiago Marques | Redação 96FMÁGUA

ÁGUA CONTAMINADA: Durante audiência pública realizada na Câmara do Deputados nesta terça-feira (20), o secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, anunciou que o Governo da Bahia prepara uma rede de monitoramento para ‘medir’, em tempo real, a qualidade da água subterrânea em regiões que possam está contaminadas, especialmente por urânio.

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A audiência pública foi um requerimento do dep. Sarney Filho (PV/MA) da Comissão de Meio Ambiente, e o tema foi a  “Contaminação das Águas de Poços nas Proximidades da Mina de Urânio de Caetité, na Bahia”. A audiência pública reuniu representantes do Ibama, da sociedade civil e das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa instalada na região e que realiza exploração de urânio, e de deputados federais.

O Governo da Bahia vai investir cerca de US$ 1 milhão para colocar a rede de monitoramento em funcionamento. Os recursos serão oriundos do Banco Mundial e o prazo estimado de funcionamento é para daqui a um ano. O sistema será implantado inicialmente na região da Província Uranífera, que compreende o território de Lagoa Real, Caetité e Livramento de Nossa Senhora.

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Os dados serão usados para tomadas de decisões em relação ao abastecimento humano, criação de animais e irrigação. O secretário acredita que a rede subsidiará o IBAMA com informações para liberação de licenciamentos ambientais. Ele apresentou um relatório sobre as ações tomadas desde a divulgação da reportagem de O Estadão.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), estabeleceu uma área de atuação onde estão implantados 23 poços. Eles seguem coletando amostras nestes locais para envio para análise. O secretário alertou que existem poços perfurados, sem qualquer autorização do poder público, e isso implica em riscos para a saúde da população que consome a água.

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Água Contaminada

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ÁGUA CONTAMINADA | FOTO: O ESTADÃO

Entre 2014 e 2015, a INB realizou duas análises da água de um poço na região de Varginha, Zona Rural de Lagoa Real e encontrou teor de urânio bem acima dos limites considerados seguros para consumo humano. O Governo do Estado realizou novas coletas e confirmou a contaminação no poço em questão.

O IBAMA autuou a INB por não ter notificado a contaminação. O órgão tomou providências assim que ficou sabendo do caso através da reportagem do Jornal O Estado de São Paulo. A INB alega que fez as análises como um favor ao proprietário do poço e que não notificou os órgãos ambientais por se tratar de região fora da  área de atuação da empresa.

 

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