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Editorial Mix 96

A Região de Guanambi vivencia a expansão dos parques eólicos em seus territórios. As grandes obras trazem progresso, geram emprego e renda para a população, no entanto, mudam o modo de vida de comunidades tradicionais, incentivam a grilagem e a especulação. Afetam de forma drástica a paisagem e o meio, com o desmatamento para abertura das largas estradas, explosões e perfurações. Então, o que é vendida como energia limpa, não é tão limpa assim, o pior, as ações de compensação ambiental são ineficientes ou não são bem difundidas.

As equivocadas políticas brasileiras para o setor elétrico fez com o que o valor da conta de luz aumentasse e, não foi o fato da região passar a produzir muito mais energia do que precisa que fez com que as contas não aumentassem por aqui. Em suma, moramos numa região de grande potencial energético, mas nossa conta de luz é cara do mesmo jeito.

Então porque não produzir em nossas casas? Usar a força dos ventos e a intensidade do sol nos nossos telhados, de forma sustentável, sem degradar o meio ambiente como as grandes obras fazem. Até hoje muitos entraves respondem este questionamento.  Uma residência sustentável é garantia de cada vez menos energia suja gerada, para as nossas Serras um alívio para a biodiversidade, mas para a Coelba é um consumidor a menos e para o Governo, um contribuinte a menos. Sem contar o auto custo de instalação, os sistemas de placas solares custam a partir de R$15 mil, investimento que demora cerca de 10 anos para ser pago, dependendo dos valores das tarifas e dos impostos praticados pelos governos estaduais

Esta realidade tende a mudar, no fim de 2015 o Ministério de Minas e Energia anunciou que está elaborando um plano de incentivo a geração de energia domiciliar, a Caixa Econômica deve financiar a aquisição e instalação de placas fotovoltaicas em residências. O financiamento poderá ser de até 10 anos, com taxas de juros anuais entre 7 e 9%. A expectativa do governo é que sejam investidos R$100 bilhões e que até 2030, mais de 2 milhões de residências tenham o sistema.O Ministério de Minas e Energia também anunciou que, através de recursos do BNDES irá instalar sistemas fotovoltaicos em estacionamento de universidades.

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Para quem deseja aprofundar os estudos sobre este tema, é possível realizar o curso de capacitação em energias renováveis da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).  (Portal N10)

Por meio do Observatório de Energias Renováveis para América Latina e Caribe, oferece vagas no programa de capacitação técnica sobre Energias Renováveis. O curso é aberto, online e gratuito, e fornece certificado digital para os participantes aprovados. Mais de 40.000 usuários de 133 países já participaram do curso, que está com as inscrições reabertas.

Após realizar a formação completa, os alunos serão capazes de desenvolver projetos de energia renovável. Os módulos podem ser feitos em português, inglês e espanhol e abordam os seguintes temas: Energia e Mudanças Climáticas; Energia Mini-Eólica; Biogás; Energia Mini-Hidrelétrica; Energia Solar Térmica; Energia Solar Fotovoltaica; Eficiência Energética em Edifícios.

Todos os tópicos fornecem uma revisão técnica sobre os diferentes temas e tecnologias, assim como suas aplicações e visão regional, incluindo a análise de exemplos práticos. Os cursos utilizam didática inovadora e participativa e tem foco na América Latina e Caribe.

Com a capacitação, a ONUDI tem o objetivo de promover informação relacionada às energias limpas e oferecer conhecimentos atualizados sobre tecnologias energéticas aos profissionais e gestores de políticas. Os cursos foram elaborados por instituições mundialmente renomadas no setor de energias renováveis e eficiência energética e é homologado pela ONUDI, Universidade de Salamanca, Universidade Politécnica de Madri, Centro CIEMAT e pela Fundação CEDDET.

Faça sua inscrição AQUI.

Veja o vídeo de apresentação:

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