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Redação 96FM

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, declarou nesta quarta-feira, 22, que os problemas identificados na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, se configuram em questões “localizadas” e “pontuais” de desvio de conduta de servidores.

De acordo com matéria da Agência Brasil, Blairo Maggi, ao defender o sistema e controle de qualidade da carne brasileira, disse que, com o episódio, a imagem do país ficou “arranhada” e “abalada”, o que resultou as quedas em exportação dos produtos.  Segundo o ministro, a média diária de exportação brasileira de carnes é de US$ 63 milhões e na segunda, 21, ficou em US$ 74 mil.

“Estamos falando de números estratosféricos. Não sabemos o tamanho da pancada que vamos levar ainda”, disse. O ministro estimou que o Brasil poderá ter um prejuízo de até US$1,5 bilhão por ano com os desdobramentos da Operação Carne Fraca. “Os prejuízos que vamos ter serão muito grandes”.

Em poucas palavras, o Brasil terá uma oscilação de mercado de aproximadamente 10% “num volume de US$ 15 bilhões que exportamos por ano nessas carnes. Vamos ver aí R$ 1bilhão, R$ 1,5 bilhão de prejuízo por ano”.

O ministro participou de audiência pública conjunta das comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Aos senadores, o ministro disse que os problemas identificados na operação não são predominantemente de qualidade da carne, mas sim problemas relacionados à corrupção e desvios de conduta.

“Quero defender o sistema brasileiro de controle, o sistema que atesta esses produtos. Não tenho dúvida nenhuma em afirmar que esse problema que aconteceu é localizado, pontual, um problema de desvio de conduta dos servidores”, declarou.

Blairo Maggi disse que foi pego de surpresa com a forma que a operação da Polícia Federal foi divulgada e que a narrativa feita trouxe problemas à credibilidade da carne brasileira no mercado internacional.

“Em nenhum momento questionamos a ação da Polícia Federal de investigar os fatos que foram a ela denunciados. Quero deixar claro que não podemos fazer a defesa daqueles que fizeram coisa errada, mas, da forma como ela foi conduzida e apresentada à população brasileira é que digo que fomos pegos de surpresa. Anos e anos trabalhando para chegar a uma credibilidade nacional e mundial e a narrativa que foi feita nos trouxe esse problema”, disse.

Por mais de uma vez, o ministro ressaltou que não é contra as investigações da PF. “Não somos contra a investigação da Polícia Federal. As investigações não vão parar por que achamos que foi comunicada de forma errada”, ressaltou.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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