O Jornal Estado de São Paulo divulgou uma matéria nesta quarta-feira, 03, onde informa que o Ministério da Educação apura uma possível fraude na seleção de uma Instituição de ensino privada para oferecer curso de Medicina em Guanambi. A decisão do Ministro Mendonça Filho no sentido de apurar o caso partiu após o jornal O Estado de S. Paulo questionar a pasta sobre possível troca de pareceres na concorrência para Guanambi.

Segundo o jornal, um servidor do MEC teria alterado a classificação dos participantes, colocando a Sociedade Padrão de Educação Superior, mantenedora das Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros (FIPMoc), em primeiro lugar. Este resultado foi divulgado em 10 de Julho de 2015, pelo então ministro Renato Janine. O jornal ressalta que a instituição possui como sócio o ex-ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, representado pela empresa Samos na sociedade.

Após ser divulgado o resultado em 2015, todo o processo de seleção foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União e em 2016 o resultado foi novamente divulgado, sem alterações. Neste período, a Faculdade Guanambi conseguiu liminarmente o direito de ofertar o curso que já está em pleno funcionamento. A FIP já constrói sua sede na cidade e espera concluir a primeira etapa para iniciar o curso no segundo semestre. Segundo levantamento do jornal, um curso de medicina pode gerar receita de pelo menos R$ 26 milhões/ano.

Na época da reabertura do edital, chegou-se a levantar a possibilidade de desclassificação da FIP, pois uma cláusula do documento previa a desclassificação do município que obtivesse autorização para o mesmo curso dentro do período do edital, no entanto o MEC desconsiderou o fato e autorizou o curso mesmo assim.

Ao Jornal, a Sociedade Padrão de Educação Superior informou que seu conhecimento e participação no processo seletivo do Mais Médicos se deu pelas formas previstas no edital. “Fomos habilitados de acordo com os documentos apresentados e classificados em razão de nossa melhor proposta para a cidade de Guanambi, com as melhores contrapartidas que podíamos oferecer”, afirmou, em nota, a diretora executiva da entidade, Maria de Fátima Turano.

Com informações do Estadão

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