Redação do Blog

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), primeiro satélite integralmente controlado pelo governo brasileiro, foi lançado na tarde desta quinta-feira, 4, às 18h52 (horário de Brasília), da base espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações, o SGDC é o primeiro satélite que poderá ser utilizado para fins civis e militares no Brasil.

De acordo com o portal A Tarde, o principal objetivo do satélite é a ampliação da capacidade de telecomunicações do País, expandindo a cobertura de serviços de internet banda larga a todo o território brasileiro – com foco nas áreas de difícil acesso.

O SGDC também fornecerá um meio seguro para a transferência de informações militares e deverá ser utilizado para ajudar as Forças Armadas em operações nas fronteiras, segundo o governo. Atualmente, a Defesa nacional aluga o sinal de satélites privados de empresas estrangeiras.

O satélite é estacionário, isto é, ele gira na mesma velocidade da Terra e, portanto, fica permanentemente “estacionado” sobre um determinado ponto do planeta. Com 7,1 metros de altura, o equipamento pesa 5,7 toneladas. Quando abrir as duas abas laterais, os painéis de captação de energia solar, terá a extensão de 37 metros. Sua vida útil prevista é de 18 anos.

O lançamento, feito pelo foguete Ariane 5, da empresa francesa Arianespace, levou o SGDC até uma altitude de 1.138 quilômetros, em pouco mais de 28 minutos. O satélite foi desacoplado e agora seguirá viagem por mais 10 dias, navegando em trajetória circular, até entrar em sua órbita definitiva, a 35.826 quilômetros da superfície da Terra. Uma vez na posição geoestacionária, o SGDC entrará na fase de testes, que terá duração de aproximadamente dois meses.

O desenvolvimento do satélite foi conduzido pela empresa francesa Thales Alenia Space, por meio de um contrato com a Visiona – uma joint venture formada pela Embraer e pela estatal Telebras. A parceria envolve ainda o MCTIC e o Ministério da Defesa (MD).

A responsabilidade pela operação e pelo monitoramento do satélite é da Força Aérea Brasileira (FAB), a do Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P), uma nova organização militar sediada em Brasília, onde está instalada a antena que captará os dados.

A antena, de 42 toneladas, tem 18 metros de altura e 13 de diâmetro. O equipamento funcionará 24 horas por dia, com o suporte de uma centena de técnicos e especialisatas, que irão se revezar em três turnos.

O equipamento espacial é parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado pelo governo brasileiro em 2010 com o objetivo de popularizar a internet no País. Em 2013, na gestão Dilma Rousseff, o satélite brasileiro recebeu um investimento inicial de R$ 2,1 bilhões. O valor atualizado do investimento chega agora a R$ 2,784 bilhões, dos quais o Brasil já pagou R$ 2,060 bilhões. O restante, cerca de R$ 724 milhões, deve ser pago até 2019.

Com a traquitana no espaço, a Telebras terá capacidade para transmissão de até 57 Gbps (Gigabites por segundo), atendendo a demandas de comunicação e internet rápida em rincões como comunidades da Amazônia ao sertão nordestino e pampa gaúcho.

Segundo a Telebrás, a banda ka cobrirá toda a superfície do território brasileiro, proporcionando acesso à internet e facilitando programas de comunicações entre órgãos do governo como os Ministérios da Saúde e da Educação. Já a banda X, terá cobertura mais ampla, abrangendo toda a América do Sul com comunicação criptografada.

Foto: Reprodução/YouTube

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