Autor desconhecido
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Hoje (27), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. É impossível não se lembrar dos menores que tiveram suas vidas marcadas para sempre pelo trabalho infantil.

Segundo informações do Estadão, no último dez anos, 23.572 pessoas de 5 a 17 anos sofreram acidentes graves de trabalho. Desse total, 216 morreram, 577 sofreram amputação traumática ao nível de punho e mão e 597 sofreram ferimentos na cabeça.

Para Carmen Silveira, especialista membro dos Fóruns de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, estes dados revelam  a necessidade da criação de  ações efetivas para eliminar o trabalho infantil no Brasil. Pois, as consequências físicas, psicológicas e morais do trabalho infantil são faces que muitas vezes ninguém vê. Além de perderem a oportunidade de vivenciarem a plena infância e estudarem, as vítimas podem levar marcas físicas para o resto da vida, que as impedirão de desenvolver um novo trabalho, quando adultos.

Em geral, crianças e adolescentes trabalham em situações informais, sem o uso correto de equipamentos de segurança. Por estarem em fase de desenvolvimento, também não estão preparadas física e psicologicamente para o trabalho. Contudo, assim como as demais formas de exploração, o uso da mão-de-obra infantil no Brasil tem como razão simplesmente o lucro. Há bordões da época do Império ainda hoje utilizados, como “trabalho de criança é pouco, mas quem dispensa é louco”.

As razões não são apenas culturais. Todos os anos, auditores do Ministério do Trabalho e Emprego multam empresas que adotam a prática. Culturalmente o trabalho é tido como uma forma de constituição do ser humano.

O caminho para acabar com os acidentes de trabalho envolvendo crianças e adolescentes é a erradicação do trabalho infantil. Só ações intersetoriais, envolvendo a proteção integral das crianças que podem curar essa calamidade. 

*Matéria na integra  em: O Estado de S.Paulo

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