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A delegacia territorail de Correntina instaurou inquérito para investigar quem comandou a ocupação da Fazenda Rio Claro na última quinta-feira (2). Segundo o delegado Marcelo Calçado, cinco funcionários da fazenda já foram ouvidos para que seja apurada a responsabilidade aos danos causados à fazenda que pertence ao grupo Lavoura e Pecuária Igarashi Ltda. Os funcionários informaram que cerca de 500 manifestantes participara da ação, armados com paus e facões e os expulsaram das propriedades, se retirando no dia seguinte.

Os integrantes do movimento que alega danos ambientais ao rio Arrojado são pequenos agricultores ribeirinhos da região. Segundo os manifestantes, o nível do rio Arrojado cai significativamente toda fez que as bombas de irrigação da fazenda são acionadas.

Durante a ocupação, os manifestantes destruíram bombas, sistemas elétricos e tratores da fazenda. O confronto entre latifundiários e agricultores da região é antigo, remota da expansão da fronteira agrícola na década de 70. Antigos moradores da região acusam os fazendeiros de pistolagem e grilagem de terras, além do uso indiscriminado da água dos mananciais da região de forma indiscriminada.

A Fazenda Curitiba que pertence ao mesmo grupo já possuía outorga d’Água autorizada pelo estado. Em 2015 a Fazenda Rio Claro conseguiu outorga d’água para irrigar 2.530 hectares com o volume de 180.203 metros cúbicos/dia. A autorização é para 32 pivôs de água superficial (retirada diretamente do Rio Arrojado). O Empreendimento encontra se em fase de implantação. Ainda segundo os manifestantes, o empreendimento se deslocou da Chapada Diamantina, por ter secado um dos afluentes do Paraguaçu.

Segundo os proprietários, R$ 10 milhões é o prejuízo mínimo estimado com a destruição de maquinários diversos da fazenda Rio Claro, pertencente à empresa Lavoura e Pecuária Igarashi LTDA., em Correntina, no Extremo Oeste da Bahia.

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