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Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra imagens chocantes feitas dentro de uma cela da 18º Delegacia de Camaçari, região metropolitana de Salvador. Dois custodiados são obrigados a praticar sexo oral e filmados pelos colegas de sela que divulgaram o vídeo.

Daniel Neves Santos Filho, e Carlos Alberto Neres Júnior são acusados da morte do casal Juvenal Amaral Neto, 57, e Kelly Cristina Amaral, 44, encontrados enterrados no quintal da própria casa no último dia 8. Segundo a polícia, Kelly foi estuprada várias vezes antes de ser morta pelos criminosos. A delegada Maria Tereza, da 4ª Delegacia de Homicídios (DH), em Camaçari, afirmou que os acusados “praticaram até canibalismo” com os corpos das vítimas. Daniel e Carlos foram capturados pela polícia na última quarta-feira (10), junto com mais três adolescentes que participaram do crime. Eles tinha a informação de que uma das vítimas havia recebido R$70 mil como indenização e  queriam saber da localização de da quantia.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confiou ao Jornal Correio que os vídeos foram gravados no local e que um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias e responsabilidades do ocorrido. O vídeo mostra os dois detentos apanhando e sendo obrigados a fazer sexo oral, além de repetir frases como “eu sou estuprador”, “Chama ele de safadinha, de gostosinha”. Os custodiados foram obrigados a colocar a boca e a língua nos órgãos genitais e nos ânus um do outro.

Daniel, Carlos e um dos adolescentes envolvidos no crime

O irmão, a irmã e uma tia de Carlos Alberto foram até a unidade policial para pedir que o preso fosse separado dos demais, mas ele já havia sido transferido. Eles assistiram os três adolescentes sendo transferidos para a Comunidade de Acolhimento Sócio-Educativo (Case), no bairro de Tancredo Neves, em Salvador. Um dos adolescentes é filho de Carlos Eduardo, que segundo a polícia, foi o responsável por enforcar o casal. Eles já tem passagem pela polícia por outro homicídio.

A família disse que vai levar o caso à Corregedoria da Polícia Civil. “A nossa família vai se reunir e vamos tomar providências. A gente vai na Corregedoria da Polícia Civil. Isso não vai ficar assim”, adiantou o irmão. A assessoria da SSP informou que o inquérito também vai apurar o uso de celulares por detentos, dentro da unidade policial.

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