2018 já avança para o fim do primeiro mês… e já é de praxe…o ano começa e as pessoas se jogam nas listinhas (ou listonas) de resoluções para os próximos 365 dias: coisas a mudar, coisas a fazer, coisas a parar de fazer, coisas possíveis e impossíveis.

É curioso como buscamos nos organizar para o início do ano e quando chega fevereiro (mês de carnaval no Brasil) a grande maioria já não lembra mais de suas listas…

Segundo a revista Superinteressante, o site 43things.com realizou uma pesquisa – na qual palpitaram mais de oito mil pessoas – para compilar as resoluções de ano novo mais populares entre os leitores. O top 10 ficou assim:

  1. Perder peso (1.470 votos)
  2. Comer, beber, aprender ou tentar algo novo (999 votos)
  3. Guardar dinheiro (909 votos)
  4. Ser feliz (890 votos)
  5. Definir uma meta atlética acessível, tipo correr 5 ou 10 km (822 votos)
  6. Se apaixonar (695 votos)
  7. Tirar fotos em todos os dias do ano (659 votos)
  8. Arranjar um emprego (652 votos)
  9. Ler mais (620 votos)
  10. Parar de fumar (452 pessoas)

Aqui eu vou focar no item 3 (por incrível que pareça, está acima da felicidade), e penso que para guardar dinheiro, primeiro temos que fazer ele sobrar. Para isso vou comentar 10 coisas invisíveis que nos fazem gastar dinheiro sem perceber. Nesta primeira coluna, vou deixar as cinco primeiras para reflexão, e, próxima coluna colocarei as demais. A gente manda menos no nosso cérebro do que imaginamos quando tomamos decisões financeiras – e a economia comportamental, ou contabilidade mental, está aí para provar –, mas é conhecendo um pouco mais como o nosso cérebro funciona que poderemos fazer uma reflexão de como usar melhor o dinheiro a nosso favor. Vamos lá?

1 – Produtos na prateleira

Se há somente dois produtos semelhantes à venda na prateleira – uma marca mais barata (às vezes de qualidade duvidosa) e outra mais cara (geralmente considerada como melhor), é mais provável que você escolha a mais em conta. No entanto, se há três alternativas na prateleira – uma mais barata, uma média e uma mais cara –, geralmente tendemos a escolher a intermediária. Isso altera nossas opções de compra e às vezes se torna uma distração que nos faz gastar mais na opção mediana sem perceber. Portanto, observe sempre as opções, nem sempre porque é mais barata, aquele produto é pior, e fiquemos atentos às promoções.

2 – Muitas opções de produtos

Quando há muitas opções parecidas de um mesmo produto, fica mais difícil comparar preços. Se não temos familiaridade com o produto que estamos comprando, buscamos soluções mais simples, como comprar o primeiro item que aparece. Tendemos a pagar mais pelo produto que se diferencia nos detalhes, como o mais colorido ou o que está na altura dos olhos, e a consumir sem refletir.

3 – Um produto que você já comprou outra vez

Tendemos a basear nossas decisões de compras com base em decisões já tomadas no passado. Assim, estamos mais dispostos a pagar mais caro por um produto pela conveniência da decisão anterior. Aqui cabe uma reflexão e o planejamento.

4 – Corte os gastos desnecessários

Não é por causa das grandes despesas que seu salário some misteriosamente, mas por conta de gastos impulsivos ou desnecessários, como pequenas compras ocasionais que, juntas, somam valores que poderiam estar bem investidos. Analise os pequenos gastos, eles são mesmo necessários ou foram por impulso?

5 – Decisões de outras pessoas

Imagine que você está andando na rua e vê dois restaurantes. Você não conhece nenhum deles, mas um está cheio e o outro vazio. Qual você escolheria? Provavelmente o mais cheio. Em seguida chega um grupo que também não sabe nada dos restaurantes, eles veem um restaurante sem ninguém e outro onde você está. O que eles fazem? Escolhem o que você está. É o chamado “efeito manada” – os indivíduos em grupo reagem da mesma forma. O mesmo acontece na moda: alguns começam a usar determinadas roupas, outros gostam e copiam (principalmente copiadas das novelas). Outro exemplo é quando você paga pela inscrição e pelo kit de uma corrida de rua, em vez de correr sozinho, pela motivação de se unir a outras pessoas. E isso traz o risco de estarmos pagando mais por uma coisa que nem pesquisamos direito, apenas pela vontade nata do ser humano em querer fazer parte de um grupo.

E ai? Se identificou com algum desses? Até a próxima!

Fabrício Neves é Doutorando em Controladoria e Contabilidade pela FEARP-USP. Mestre em Administração. Membro da Academia Baiana de Ciências Contábeis. Contador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – Campus Guanambi/BA. Professor Universitário

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