Foto: Divulgação/Sispumur
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Tiago Marques | Agência Sertão

Os professores da rede municipal de Guanambi estão rejeitando a imposição da Secretaria de Educação do Município de aumentar a carga horária dos profissionais. Em reunião realizada no início do mês, a Secretária de Educação Maristela Cavalcante anunciou a alteração da jornada de trabalho dos professores municipais. Segundo a determinação, professores com 40 horas semanais devem cumprir 28h/aulas e os professores com 20 horas devem cumprir 14h/aulas de interação com o educando.

Para a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, a determinação da Secretaria de Educação vai de encontro à Lei do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. A legislação estabelece que a composição da jornada de trabalho deve observar o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos. No caso de jornada de 40h/semanais, o professor deve cumprir carga horária máxima de 26h de atividades com educandos e 14h horas de atividades extraclasse.

O Sindicato dos Servidores Públicos de Guanambi e Região (Sispumur) realizou uma assembleia na manhã desta quarta-feira (7), na Creche Edsa Fernandes, com profissionais de Educação da Rede Municipal de Ensino de Guanambi. O plenário decidiu que os professores irão deixar as horas excedentes vagas se a imposição da secretária for colocada em prática.

Os professores também decidiram por realizar uma reunião com pais para informar sobre a situação. Reuniões como os pais de alunos estão prevista para acontecer no dia 19 de fevereiro. O Sispumur ainda estuda tomar medidas judiciais caso a Lei do Piso não seja respeitada.

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