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Desde o início do ano, Gustavo Perrella, proprietário da empresa dona do helicóptero apreendido com 445 quilos de cocaína em 2013, assumiu o cargo de diretor de Desenvolvimento de Projetos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O político de 34 anos é filho do senador Zezé Perrella (MDB-MG), foi deputado estadual e candidato derrotado a deputado federal em 2014. Antes de assumir o cargo na CBF, Gustavo foi secretário nacional de futebol mo Ministério dos Esportes.

Segundo a Folha de São Paulo, a nomeação de Gustavo foi feita sem divulgação. Somente nesta quarta-feira (4), após questionamentos do jornal, a entidade incluiu o nome do político na lista de dirigentes disponível no site.

Em nota, a CBF disse que a escolha de Gustavo se deu pela sua experiência na condução de programas de desenvolvimento do esporte, mais especificamente o futebol. A entidade afirmou que o dirigente liderou muitos projetos durante seu período no Ministério do Esporte e também destacou seu trabalho como conselheiro vitalício do Cruzeiro, onde exerceu vários cargos nos departamentos de gestão e de futebol. Gustavo não cumpre expediente na entidade e não foi encontrado pela Folha para comentar sua nomeação.

Gustavo Perrella responde a dois processos na Justiça de Minas Gerais, um por desvio de verba e outro por contratação de funcionário fantasma. Quando deputado estadual, o político usou cerca de R$15 mil de verba indenizatória para abastecer seu helicóptero e nomeou o piloto como servidor da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Quanto ao caso de tráfico de drogas, ele e seu pai foram investigados na ocasião, mas não foram encontrados indícios de autoria criminal dos dois no caso. Por isso, eles não responderam judicialmente.

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, nomeou Gustavo como diretor da entidade meses após o senador Zezé Perrella ajudar na articulação para enterrar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar corrupção no futebol.

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