REUTERS/Andres Stapff

Os municípios produtores de soja da região oeste da Bahia estão comemorando um recorde na safra deste ano. A colheita feita entre os meses de março e abril garantiu uma média de 62 sacas por hectare, quantidade que representa cerca de 6 milhões de toneladas de grãos.

De acordo com o engenheiro agrônomo e assessor de agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Luiz Stahlke, o montante se trata de um recorde de produtividade do ponto de vista nacional. Ainda segundo ele, a produção pode ficar entre as maiores do mundo, no entanto, não há dados oficiais que comprovem essa informação. Stahlke conta que a maior safra da região havia sido entre os anos de 2010 e 2011. Nessa época, foram colhidas 56 sacas por hectare. Em 2017, os produtores conquistaram 54 sacas.

Entre os municípios do oeste baiano que se destacam na produção e colheita de soja estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Correntina, Jaborandi, Cocos e Bainópolis. De acordo com dados da Aiba, 60% da produção dessas cidades é destinada para países asiáticos, enquanto 40% serve para abastecer o mercado do norte e nordeste.

Segundo informações do site G1, o engenheiro agrícola afirma que os resultados positivos da colheita têm a ver com a distribuição das chuvas na região durante os períodos de plantio e colheita, que vai de outubro a abril. Diferente dos últimos quatro anos, não houve em 2018 um prolongamento de dias de sol no período chuvoso. “Por anos [no período chuvoso], chegamos a ficar de 30 a 40 dias sem chuva. Esse ano, a gente não teve esse problema”, conta.

Além das questões meteorológicas, Stahlke explica que os investimentos dos produtores foram da fertilidade do solo foram cruciais para os bons resultados. Entre 2017 e 2018, a área de plantação chegou a 1,6 milhão de hectare. “Para nós, é a maior plantada da história”, diz o engenheiro agrônomo.

Assista a reportagem no G1

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