Foto: Mauro Akin Nassor

A celebração era em homenagem ao Dia das Mães, mas, além de exaltar a importância do amor materno dentro das famílias, o padre Nilberto Gonzaga, 52 anos, pediu algo inusitado aos fiéis: “Se alguém puder nos doar um celular ficamos muito agradecidos”, disse. O pedido aconteceu na missa deste domingo, dia seguinte ao assalto que, além de ter deixado a igreja sem o celular e um notebook, deixou em choque duas secretárias e uma fiel da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no bairro de Nazaré, Centro de Salvador.

Por volta das 10h de sábado, um homem se aproximou da igreja com o pretexto de que queria marcar um batizado. Uma das secretárias então abriu o portão. Em seguida, ele sacou a arma, anunciou o assalto e recolheu os objetos. Segundo o padre, que finalizava justamente um batizado enquanto o assaltante agia, ao todo o homem levou o celular de uma das secretárias, o celular de uma fiel que marcava a data do casamento e o notebook e o celular da paróquia.

Ninguém ficou ferido. “Ele pediu para marcar o batizado e a funcionária abriu a porta como faz com qualquer outra pessoa. Assim que entrou, ele botou uma pistola na cabeça da secretária e pediu para passar tudo. Ele foi catando o que via pela frente”, contou o padre. “Depois, ainda saiu com a arma ameaçando todo mundo na rua”.

As funcionárias da igreja prestaram queixa na 1ª Delegacia (Barris), que investiga o caso. Testemunhas disseram que homem armado, que não usou nenhum tipo de artifício para esconder o rosto, agiu com dois comparsas. “Depois eu soube que outros dois estavam aqui na porta dando cobertura”, destacou o padre.

A igreja não possui circuito interno de câmeras de segurança. “Estamos em reforma e a nossa ideia é justamente instalar essas câmeras. Infelizmente não deu tempo de fazer isso antes do assalto”, lamentou Isaías Nery, coordenador da pastoral de comunicação da igreja.

Veja a reportagem completa do Correio

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