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Pelo menos três vídeos que circulam nas redes sociais envolvendo torcedores brasileiros que ridicularizam estrangeiros revoltam internautas.

O primeiro a ganhar repercussão foi o vídeo em que um grupo de homens que está na Rússia para assistir a Copa do Mundo cerca uma jovem aparentemente russa e canta músicas de conotação sexual. Ela chega a fazer coro, mas claramente não entende o que está falando.

O vídeo revoltou parte dos internautas, que considerou a atitude agressiva, machista e xenofóbica. Nas ruas, quem viu o vídeo também repudiou a atitude.

Os autores do vídeo começam a ser identificados. A Policia Militar de Santa Catarina confirmou que um dos participantes é policial militar do estado e que a corporação vai abrir um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do militar. Em nota, o órgão informou ainda que a atitude do PM  é incompatível com a profissão e o decoro da classe, independentemente dele estar em férias, folga ou em serviço.

Também foi identificado o advogado e ex-secretário de Turismo em Pernambuco, Diego Valença Jatobá. A OAB de Pernambuco divulgou nota repudiando com veemência a atitude do advogado. O texto destaca os dados sobre violência contra mulher: no Brasil, a cada 2 segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal.

Em nota, o Ministério do Turismo também condenou a atitude dos torcedores e afirmou que o machismo e a misoginia não são aceitáveis sob nenhum aspecto.

Já em um segundo vídeo, ao menos três homens vestindo a camiseta da seleção brasileira ensinam mulheres estrangeiras a falar palavras de cunho sexual.

E, no vídeo mais recente, um torcedor faz um adolescente russo falar expressões homossexuais.

A embaixada brasileira na Rússia afirmou que recebeu, pela internet, manifestações informais de brasileiros que repudiaram o comportamento do grupo de torcedores.

O Itamaraty disse não ter informações de denúncias formais contra os brasileiros, e que o governo produziu uma cartilha orientando os torcedores brasileiros como se comportarem durante a Copa.

Jéssica Gonçalves da Rádio Agência Nacional

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