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A prévia da inflação para o mês de junho alcançou 1,11%. A taxa é a maior desde 1995, quando o índice alcançou 2,35%. E os responsáveis são exatamente os setores em pauta com a greve dos caminhoneiros no final de maio, os combustíveis, e os alimentos, que acabaram impactados pela greve.

O acumulado por trimestre ficou em 1,46%, acima da taxa de 0,61% registrada no mesmo período do ano passado. Já o acumulado do ano chegou a 2,35% e o dos últimos 12 meses em 3,68%. Os dados do chamado IPCA-15 foram divulgados nesta quinta-feira (21) pelo IBGE.

A pesquisa captou forte alta na batata-inglesa (45,12%), e também aumentos significativos na cebola (19,95%), tomate (14,15%), leite longa vida (5,59%), carnes (2,35%) e frutas (2,03%). A alimentação fora de casa (0,29%) também mostrou aceleração no nível de preços frente a queda de 0,28% em maio.

O preço da gasolina, com inflação de 6,98%, impulsionou a inflação no grupo transportes, que representou 28% de toda a prévia da inflação. Entre os nove grupos avaliados, apenas vestuário apresentou queda nos preços.

A aceleração de preços de maio para junho ocorreu em todas as 11 regiões pesquisadas, com a região metropolitana de Belo Horizonte mostrando o maior resultado influenciada pela gasolina e pela energia elétrica. As regiões metropolitanas de Belém e de Recife registraram índices abaixo da média para o país.

Os preços foram coletados no período de 16 de maio a 13 de junho de 2018 e comparados com aqueles vigentes de 14 de abril a 15 de maio de 2018. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

 

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