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Tiago Marques | Agência Sertão

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou nesta quarta-feira (1°), o fim da greve dos professores da rede pública municipal de Guanambi. A desembargadora Carmem Lúcia Pinheiro acatou um pedido de liminar da prefeitura e determinou multa de R$ 10 mil por dia ao sindicato caso a greve não seja encerrada em 24 horas. Os professores decidiram acatar a decisão e as aulas serão retomadas já nesta quinta-feira (2).

Pela manhã, os professores rejeitaram a proposta da prefeitura e decidiram manter a greve iniciada no último dia 23. Segundo os professores, A greve foi mantida em razão do prefeito não retroagir a janeiro os 2% inicial de negociação a partir de agosto independente do resultado do PAV. A prefeitura condicionou o pagamento dos retroativos aos resultados satisfatórios do Programa de Aposentadoria Voluntária (PAV) que será proposto. Além do reajuste de 2%, a proposta prevê reajuste de 4,81% a partir dos resultados do PAV.

No fim da manhã, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura informou que a proposta apresentada está no limite do que pode ser feito do ponto de vista financeiro. Também foi informado que a justiça seria acionada e que o ponto dos grevistas seriam cortados.

Pela tarde, enquanto outra assembleia era realizada pelos professores, chegou ao conhecimento do público a decisão judicial determinando o fim da greve. Os professores então decidiram por acatar a ordem e estabeleceram o retorno imediato às atividades.

Na decisão, a desembargadora considerou a justificativa da prefeitura de Guanambi “é claro o impacto na vida de toda a população local, especialmente dos trabalhadores mais carentes, que dependem do serviço para deixarem os seus filhos aprendendo e se educando, bem como em segurança enquanto trabalham”, frisou a magistrada

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