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Conhecido pelas frases cáusticas e por ser polígamo e pai de 32 filhos, o cantor Mr. Catra, 49 anos, morreu na tarde deste domingo (9), em decorrência de um câncer no estômago. Ele estava internado no hospital HCor, em São Paulo.

Catra se formou em Direito, mas nunca exerceu a profissão. Além disso, ele dizia falar quatro línguas – inglês, francês, hebraico e alemão.

O cantor começou a carreira nos anos 1980 com uma banda de rock chamada O Beco. Mas foi no funk, nos anos 1990, que ele se tornou conhecido.

Seu primeiro álbum, “O Bonde dos Justus”, lançado em 1994, trazia um dos seus primeiros hits, “Vida na Cadeia”.

Em 2000, lançou um dos seus sucessos mais conhecidos até hoje, “Adultério”, uma paródia da música “Tédio”, da banda Biquíni Cavadão.

Uma das polêmicas músicas do funkeiro é “Bota um Chip na Minha”. Nela, “papai”, como ele mesmo se chamava, diz: “Para de ligar, isso me irrita, quer me rastrear? Bota um chip na minha pica”.

Entre outras composições mais tocadas estão “Uh Papai Chegou” e “Bonde que Vê”.

Padrinho de outros funkeiros, Catra ajudou a alavancar a carreira de nomes como Valeska Popozuda, com quem fez a música “Mama”, e Tati Quebra-Barraco.

Ele fez diversas parcerias durante a carreira, a exemplo de “Kong”, que teve direito a videoclipe com a participação de Neymar e de Alexandre Pires. Também gravou com a Banda Uó a música “Catraca”.

Poligamia
Na época das eleições de 2014, em parceria com o sertanejo Thiago Matheus, o funkeiro lançou a música “Catra Presidente”. Nela, o candidato tinha como principais propostas a proibição dos casamentos e hotéis de graça, tudo isso “em nome do amor”.

O funkeiro vivia com três mulheres ao mesmo tempo. E foi autor de declarações controversas como “machismo é colocar sua fêmea para trabalhar”.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, em 2013, disse repudiar “homem que bate em mulher. A não ser que ela peça”.

Além da música, ficou também conhecido por suas frases de efeito. Costumava começar seus shows com a emblemática “se tudo der certo, hoje vai dar merda”. Ou, então, “vai começar a putaria”.

Mr. Catra era o apelido de Wagner Domingues Costa que nasceu no morro do Borel, mas foi criado como playboy, como ele dizia.

Cresceu na rua Dr. Catrambi, zona norte do Rio, e foi daí que surgiu seu apelido. Ele foi criado numa família de classe média alta que acolhera sua mãe biológica. Por isso, estudou em escolas tradicionais da capital fluminense, como o Colégio Pedro 2º.

Um documentário feito em 2011, pelo diretor Rafael Mellin, chamado “90 Dias com Catra”, revela algumas manias do cantor, como a de usar o mesmo microfone em todos os shows que fazia – podiam chegar a cinco por noite. “Sou operário do funk”, dizia ele.

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