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Uma portaria do Ministério do Meio Ambiente publicada nesta segunda-feira (5) incluiu 146 localidades nos Sítios da Aliança Brasileira para Extinção Zero – Sítios – BAZE. Entre estas localidades está o Sítio Rio das Rãs, nas regiões dos municípios de Candiba e Guanambi. Os Sítios-Base são áreas que abrigam espécies classificadas como em perigo ou criticamente em perigo de extinção.

No caso da bacia do Rio das Rãs, duas espécies de peixes estão em risco iminente de extinção, o Hypsolebias ghisolfii, Cynolebias leptocephalus. Estas espécies são chamadas de rivulídeos, peixes de pequeno porte, que raramente ultrapassam os dez centímetros de comprimento, que vivem em ambientes aquáticos muito rasos, parcial ou completamente isolados de rios e lagos, como as áreas marginais de riachos ou brejos. Eles raramente são encontrados em locais distintos, sendo concentrada sua população em áreas muito próximas.

O objetivo dos Sítos-Baze é auxiliar no direcionamento de políticas públicas e esforços de conservação para essas áreas, frente ao risco iminente de extinção das espécies. Entre as principais ameaças aos peixes endêmicos dos afluentes do rio das Rãs está a expansão imobiliária, a poluição por esgoto e atividades pastoris.

Em Guanambi já existem ações para preservação das espécies endêmicas de peixes rivulídeos, segundo o Gabriel Cotrim, da área de análise ambiental, o Centro Universitário UniFG, através do Observatório do Semiárido, mantém uma parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para mapear a incidências desses peixes na região. “Essa parceria tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a distribuição dos rivulídeos na bacia do rio da Rãs. O projeto visa caracterizar a fauna de peixes anuais e monitorar ambientes aquáticos muitos rasos. Através desta parceria está sendo feito o mapeamento dessas poças que são favoráveis à ocorrência dos Rivulídeos, bem como a sua identificação”, explicou.

Captura de rivulídeos nos afluentes do rio das Rãs – Foto: Observatório do Semiárido

Ainda segundo o professor, entre os dias 26 de abril a 1° de maio deste ano foram realizadas jornadas de campo onde foram percorridos aproximadamente 200 km e realizado o registro de 6 ambientes com a ocorrência de Rivullídeos na sub-bacia do rio das Rãs. Novas ações estão sendo planejadas, bem como, será realizado o monitoramento dos peixes ao longo de períodos chuvosos futuros associado às características físicas das poças temporárias. Além disso, será confeccionado documentos cartográficos informativos da distribuição espacial dos Rivulídeos.

Veja mais fotos da expedição de captura na bacia do rio das Rãs

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