A jornalista Wanda Chase, de 74 anos, faleceu na madrugada desta quinta-feira, 3 de abril, na capital baiana, Salvador, no Hospital Teresa de Lisieux.
De acordo com informações do BN, Wanda teria falecido após uma cirurgia. A jornalista era reconhecida por sua contribuição à cultura baiana, especialmente por sua cobertura de carnavais e blocos afro.
Nas redes sociais, diversas personalidades lamentaram a perda. A ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes homenageou Wanda em uma publicação no Instagram, destacando a alegria e competência da jornalista.
“Sua partida deixa uma lacuna no jornalismo e na luta por igualdade racial e justiça social”, escreveu Margareth.
A banda Olodum, da qual Wanda foi conselheira e assessora de imprensa, também expressou pesar.
“A família Olodum lamenta profundamente a passagem de Wanda Chase, jornalista, mulher negra, militante do movimento negro e conselheira do Olodum. Nossos sentimentos à familiares e amigos nesse momento de pesar”, declarou o grupo.
Legado e homenagens
O perfil da banda Os Autorais, formada por Tonho Matéria, Jorge Zarath e Tenison Del Rey, também prestou homenagem à jornalista.
“A cultura baiana e em especial a música baiana perde mais que uma profissional de alto gabarito, perdemos uma inspiração e uma mola que impulsionava nossos artistas e nossa arte”, afirmaram.
Wanda Chase estava escrevendo um livro sobre o Axé Music, conforme nota divulgada por sua família. Além de sua atuação como repórter, editora, colunista e apresentadora, Wanda foi uma militante ativa do movimento negro, buscando maior visibilidade e inclusão para as comunidades afrodescendentes.
Mesmo após sua aposentadoria, ela continuou ativa, escrevendo a coluna “Opraí Wanda Chase” no Portal IBahia e trabalhando em projetos como o podcast “Bastidores com Wanda Chase”.