Foto: Antonio Cruz
Marcha das Mulheres Indígenas defende luta contra a violência

Marcha das Mulheres Indígenas defende luta contra a violência

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Na tarde desta quinta-feira, 7 de agosto, a 4ª Marcha das Mulheres Indígenas reuniu mais de sete mil pessoas em Brasília, percorrendo o Eixo Monumental e a Esplanada dos Ministérios.

O evento teve como tema “Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs do planeta”. De acordo com a Agência Brasil, a marcha destacou a luta contra a violência de gênero e a defesa da demarcação de terras indígenas.

Os manifestantes também protestaram contra o projeto de lei que flexibiliza licenças ambientais, conhecido como “PL da Devastação”, e criticaram a lei do marco temporal. As reivindicações foram expressas em diversas línguas e em cartazes em português. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, participou do evento, afirmando: “Seguimos juntas pelo bem viver indígena”. Ela estava acompanhada da atriz Alessandra Negrini.

Indígenas de todos os biomas brasileiros participaram da marcha. A ativista e artista indígena Weena Tikuna, do território Umariaçu, no Amazonas, destacou a importância de protagonizar a própria história e lutar contra o desmatamento. “A luta nossa é pela vida e pelo não desmatamento das florestas”, afirmou Weena.

Homologação de terras indígenas

Durante a semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de homologação de mais três Terras Indígenas: Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas, todas no Ceará. Com isso, o número de territórios indígenas homologados nos últimos dois anos chega a 16.

Segundo o governo, a escolha dos territórios foi baseada no estágio avançado dos processos administrativos e no tempo de espera pelo reconhecimento dos direitos territoriais.

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