Previsão de chuva acumulada (6 a 13 de julho de 2026). Fonte: Inmet
previsao 13 de julho Inmet

Semana deve ter frio no Sul, tempo firme no interior do Brasil e chuva no Norte, aponta Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou, nesta segunda-feira, 6 de julho, o Informativo Meteorológico Semanal nº 27/2026, com a análise das condições observadas entre os dias 1º e 5 de julho e a previsão para o período de 6 a 13 de julho em todo o país.

O cenário meteorológico da semana será marcado pela atuação de sistemas frontais no Sul e no Sudeste, pela continuidade das chuvas no norte da Região Norte e pela predominância de tempo firme em grande parte do Centro-Oeste e do interior do Nordeste. No campo das temperaturas, o frio deve ganhar força no Sul, avançar para áreas do Sudeste e manter mínimas mais baixas em pontos do interior da Bahia.

De acordo com o modelo numérico do Inmet, os maiores acumulados de chuva previstos para a semana devem ocorrer nas Regiões Sul, Sudeste, sul do Centro-Oeste e norte da Região Norte. No Nordeste, a previsão é de chuva fraca e isolada na faixa litorânea, sem volumes expressivos na maior parte da região.

Norte

Na Região Norte, a semana deve manter condição de chuva em áreas do norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Os maiores acumulados estão previstos para o noroeste do Amazonas, Roraima e noroeste do Pará, podendo ultrapassar pontualmente 100 milímetros no acumulado semanal.

No litoral do Pará, no Amapá e no centro do Amazonas, os acumulados previstos são de até 40 milímetros. Já no leste do Acre, sul do Amazonas e centro do Pará, as chuvas devem ser pouco significativas, com cerca de 5 milímetros ao longo da semana. No oeste do Acre, Tocantins, Rondônia e sul do Pará, a previsão é de tempo firme.

As temperaturas máximas devem permanecer elevadas no centro-sul do Pará, com valores entre 36°C e 38°C até o fim da semana. As menores temperaturas estão previstas para o dia 9 de julho, quando os termômetros devem marcar entre 16°C e 18°C no centro-sul de Rondônia e no extremo sul do Acre.

Nordeste

No Nordeste, a previsão indica chuva fraca e isolada em quase toda a faixa litorânea. Os acumulados devem ser baixos no litoral entre o Maranhão e o norte de Alagoas, além do litoral da Bahia. Com exceção do Maranhão, os volumes previstos nessas áreas são de até 5 milímetros.

No Maranhão, as chuvas devem ocorrer na forma de pancadas isoladas, principalmente entre os dias 6 e 11 de julho. Os acumulados diários podem chegar pontualmente a 30 milímetros no norte do estado e a 5 milímetros no centro-norte. Nas demais áreas do Nordeste, incluindo boa parte do interior da Bahia, a tendência é de tempo firme e sem previsão de chuva.

As temperaturas devem permanecer relativamente estáveis na região. As menores mínimas são esperadas no interior da Bahia e de Pernambuco, em torno de 16°C. Em áreas da região de Vitória da Conquista e Correntina, no oeste e sudoeste baiano, os termômetros podem marcar pontualmente entre 12°C e 14°C. Durante as tardes, o calor segue predominando, com máximas de até 35°C no Piauí e no Maranhão.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o tempo deve permanecer firme em quase toda a região ao longo da semana. A exceção será o Mato Grosso do Sul, onde há previsão de acumulados de até 30 milímetros na porção sul e de até 5 milímetros no centro e no leste do estado.

Essas chuvas no sul de Mato Grosso do Sul estão previstas para o dia 12, associadas à passagem de um sistema frontal e à formação de um centro de baixa pressão. Nos demais dias, não há previsão de chuva em Goiás, Distrito Federal, centro-norte de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

As temperaturas mínimas mais baixas devem ocorrer no sul de Mato Grosso do Sul, com possibilidade de 8°C na quinta-feira, 8 de julho. No norte de Mato Grosso, as mínimas devem variar entre 22°C e 24°C. As máximas podem chegar a 36°C no norte mato-grossense, enquanto em grande parte da região os valores devem ficar entre 32°C e 34°C.

Sudeste

No Sudeste, a passagem de uma frente fria deve provocar pancadas de chuva isoladas no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro no dia 7 de julho. Com o avanço do sistema, ainda há possibilidade de chuva no dia 8 no litoral fluminense e no Espírito Santo.

Novas condições de instabilidade são previstas para o dia 12, com a aproximação de outro sistema frontal e a formação de um centro de baixa pressão. Os acumulados podem chegar a 30 milímetros no sul de São Paulo e a 20 milímetros no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

A entrada de uma massa de ar frio vinda do Sul deve provocar queda nas temperaturas mínimas entre quarta-feira, 8, e quinta-feira, 9. Os valores devem variar entre 9°C e 11°C, podendo ficar ainda mais baixos em áreas da Serra da Mantiqueira. Apesar do frio ao amanhecer, as máximas não devem ter queda significativa. No norte de Minas Gerais, os termômetros podem marcar entre 30°C e 32°C nos próximos dias.

Sul

Na Região Sul, a passagem de uma frente fria deve provocar chuva nesta segunda-feira, 6 de julho, principalmente no leste do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul do Paraná. Os acumulados esperados podem chegar a 20 milímetros.

Com a propagação da frente fria, ainda são esperadas chuvas no leste de Santa Catarina e do Paraná. Novos acumulados são previstos para o dia 11, quando uma frente fria e a formação de um centro de baixa pressão devem provocar pancadas de chuva na região. Os volumes podem chegar a 30 milímetros no norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

A temperatura será outro destaque no Sul. A frente fria deve provocar queda nos termômetros nos próximos cinco dias, com mínimas próximas de 0°C entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina entre quarta e quinta-feira. Nas áreas serranas, há possibilidade de temperaturas negativas. Em Curitiba, as mínimas devem variar entre 5°C e 7°C. A partir de sexta-feira, 10, o frio perde força e as temperaturas voltam a subir gradualmente.

Condições observadas nos primeiros dias de julho

Entre os dias 1º e 5 de julho, os maiores acumulados de chuva foram registrados no norte da Região Norte, na costa leste do Nordeste e na Região Sul. No Norte, os volumes ultrapassaram 50 milímetros no Amapá, favorecidos pela atuação da Zona de Convergência Intertropical, pela disponibilidade de calor e umidade e por áreas de instabilidade.

No Nordeste, os maiores acumulados ocorreram no litoral do Rio Grande do Norte, associados a um Distúrbio Ondulatório de Leste vindo do Oceano Atlântico. O Inmet destacou registros de 73,4 milímetros em Natal, 51,2 milímetros em Salvador e 30,8 milímetros em Turiaçu, no Maranhão.

No Centro-Oeste, predominaram volumes abaixo de 10 milímetros, em razão da atuação de um sistema de alta pressão. No Sudeste, os acumulados ultrapassaram 20 milímetros em áreas do Rio de Janeiro, enquanto nas demais áreas os volumes ficaram, em geral, abaixo de 10 milímetros.

Na Região Sul, os totais de chuva superaram 50 milímetros em grande parte do centro-sul e sudoeste do Paraná, além do oeste e da região serrana de Santa Catarina. Os maiores volumes foram registrados em Chapecó, com 105,8 milímetros; Lages, com 91,4 milímetros; e General Carneiro, com 81,2 milímetros.

As temperaturas também chamaram atenção no período observado. No Nordeste, a menor temperatura foi registrada em Vitória da Conquista, com 10°C em 4 de julho. No Sul, o menor valor do país foi registrado em Quaraí, no Rio Grande do Sul, com -4,8°C.
Com isso, a semana começa com contraste entre chuva no extremo norte do país, instabilidades associadas a sistemas frontais no Sul e no Sudeste, tempo firme em áreas centrais do Brasil e frio mais intenso nas madrugadas do Sul, do Sudeste e de pontos do interior da Bahia.

Veja o informativo meteorológico 27/2026 completo

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