Foto: Ufba
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Aos 89 anos no dia da votação, Edvaldo Brito é o candidato mais idoso da Bahia nas Eleições 2026

O professor, advogado e ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito (PSD) é o candidato mais idoso registrado na Bahia para as Eleições 2026. Nascido em 3 de outubro de 1937, em Muritiba, no Recôncavo Baiano, ele completará 89 anos justamente na véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Edvaldo integra a chapa do senador Jaques Wagner (PT) como primeiro suplente na tentativa de reeleição do parlamentar. No cadastro eleitoral, aparece com o número 130. A página da candidatura no Portal de Eleições da Agência Sertão tabulou todos os dados dos candidatos.

O levantamento estatístico das candidaturas baianas coloca Edvaldo na primeira posição do ranking de idade. O segundo colocado é Osmar Jambeiro (PL), candidato a deputado estadual, que tem 86 anos. Na sequência aparecem Carlos Sodré (Mobiliza) e Ferreirinha (Republicanos), ambos com 80 anos.
A diferença entre Edvaldo Brito e os candidatos mais jovens da Bahia chega a 68 anos. Entre os registros de menor idade estão Sandro Filho (PP), candidato a deputado federal, e Amanda Rios (Republicanos), candidata a deputada estadual, ambos com 21 anos.

Edvaldo completa 89 anos um dia antes da eleição

Edvaldo Pereira de Brito nasceu em 3 de outubro de 1937. Como o primeiro turno será realizado no domingo seguinte, 4 de outubro, ele chegará às urnas um dia depois de completar 89 anos.

O contraste com o conjunto das candidaturas é significativo. A idade média dos 1.204 candidatos registrados na Bahia é de 50,2 anos, e a mediana é de 49 anos. Dessa forma, Edvaldo terá quase 39 anos a mais que a média das candidaturas baianas no dia da votação.

No cadastro apresentado à Justiça Eleitoral, Edvaldo informa ter ensino superior completo e exercer a profissão de advogado. A candidatura registra Muritiba como município de nascimento e Salvador como principal centro de sua trajetória profissional e política.

Primeiro suplente de Jaques Wagner

Edvaldo Brito foi escolhido pelo PSD para ocupar a primeira suplência na chapa de Jaques Wagner, que disputa a reeleição ao Senado pelo PT. A indicação foi anunciada em julho e integrou a composição da aliança formada na Bahia para as eleições deste ano.

A candidatura de Edvaldo está ligada à coligação Mais Bahia Mais Brasil, formada por PDT, MDB, PSB, PSD, Avante e Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV.

A função de suplente tem características diferentes da suplência para deputado. Na eleição para senador, os suplentes integram previamente a chapa do candidato titular. A Constituição estabelece que cada senador é eleito com dois suplentes.

Nas Eleições 2026, duas das três cadeiras de cada estado no Senado estarão em disputa. Os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação serão eleitos para mandatos de oito anos, cada um acompanhado de seus dois suplentes.

Caso o senador eleito precise se afastar nas hipóteses previstas pelas regras do Senado, o primeiro suplente é convocado. Se ele não puder assumir, a convocação passa ao segundo suplente.

Trajetória passa por Prefeitura e Câmara de Salvador

A candidatura de 2026 acrescenta mais um capítulo a uma trajetória política iniciada décadas atrás.

Edvaldo Brito foi prefeito de Salvador entre 1978 e 1979, período em que os prefeitos das capitais ainda eram escolhidos de forma indireta. Posteriormente, retornou à administração municipal como vice-prefeito entre 2009 e 2012.

Também exerceu três mandatos consecutivos como vereador de Salvador, entre 2013 e 2024. Na despedida da Câmara Municipal, em dezembro de 2024, o Legislativo registrou ainda sua passagem por diferentes funções na administração pública, incluindo secretarias estaduais e a Secretaria de Negócios Jurídicos do Município de São Paulo.

Na Bahia, ocupou cargos nas áreas de Justiça, Educação, Saúde e Assuntos Estratégicos. Em 2014, durante um de seus mandatos de vereador, licenciou-se para integrar o governo estadual então comandado por Jaques Wagner.

Cinco eleições anteriores aparecem no histórico

Os registros eleitorais reunidos pelo Portal de Eleições da Agência Sertão identificam cinco participações anteriores de Edvaldo Brito desde 2008.

Naquele ano, concorreu a vice-prefeito de Salvador. Em 2010, disputou uma vaga no Senado. Depois, participou das eleições municipais de 2012, 2016 e 2020 como candidato a vereador na capital baiana.

Nas três disputas para a Câmara de Salvador, conquistou mandato. A última legislatura terminou em 2024, quando decidiu não concorrer novamente a vereador.

Com isso, o retorno às urnas em 2026 ocorre seis anos depois de sua última candidatura e representa também sua volta a uma disputa de âmbito estadual.

Carreira acadêmica e jurídica

A atuação de Edvaldo Brito se estende ao Direito e à universidade. Ele é doutor e livre-docente em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e professor emérito da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Em abril deste ano, o Tribunal de Justiça da Bahia destacou que, aos 88 anos, Brito continuava lecionando na Ufba e na Universidade Católica do Salvador (Ucsal), além de manter atuação no Direito. Na ocasião, ele foi homenageado pela Academia de Letras Jurídicas da Bahia.

Edvaldo também integra a Academia de Letras da Bahia, onde ocupa a cadeira número 3. Ele foi eleito para a instituição em 2019 e tomou posse no mesmo ano.

Patrimônio declarado é de R$ 12,6 milhões

À Justiça Eleitoral, Edvaldo Brito declarou R$ 12.589.526,80 em patrimônio, distribuídos em 29 bens.

A relação inclui imóveis, terrenos, veículos, depósitos bancários, participação societária e outros ativos. Entre os maiores valores informados estão R$ 3 milhões em depósito bancário e uma residência em Salvador declarada por aproximadamente R$ 2,88 milhões.

Na atualização disponível no Portal de Eleições, ainda não havia despesas de campanha registradas para sua candidatura.

O pedido de registro aparecia como “aguardando julgamento”, situação comum enquanto a Justiça Eleitoral analisa a documentação apresentada pelos candidatos. A candidatura, por sua vez, estava classificada no sistema como concorrendo.

Osmar Jambeiro é o segundo mais idoso

Logo depois de Edvaldo Brito no ranking aparece Osmar José Jambeiro Barbosa, o Osmar Jambeiro (PL).

Nascido em Pindobaçu em 14 de julho de 1940, ele completou 86 anos neste ano e concorre a deputado estadual pelo número 22228. No cadastro eleitoral, declara ensino superior completo e ocupação de servidor público civil aposentado.

Osmar declarou patrimônio de R$ 1.046.199,13, distribuído entre dez bens. O maior valor individual é uma propriedade rural declarada por R$ 500 mil. Também constam depósitos bancários, veículo, imóvel urbano e crédito decorrente de empréstimo.

Extremos de idade nas Eleições 2026

O levantamento sobre a idade dos candidatos faz parte do painel de Estatísticas das Eleições 2026 da Agência Sertão, que reúne e organiza informações públicas do Tribunal Superior Eleitoral e do DivulgaCandContas.

Além dos rankings de candidatos mais idosos e mais jovens, o sistema permite analisar distribuição por faixa etária, sexo, cor ou raça, escolaridade, ocupação, partido, patrimônio, trajetória eleitoral, documentos e outros indicadores.

O Portal de Eleições da Agência Sertão também oferece páginas individuais para as candidaturas de 2026. Nelas, é possível consultar informações cadastrais, situação do registro, composição da chapa, patrimônio declarado, documentos, dados de campanha e histórico de participações em eleições anteriores.

As informações são atualizadas conforme novas cargas são disponibilizadas pelas bases oficiais. Por isso, situação dos registros, patrimônio, documentos e movimentações financeiras podem mudar ao longo do processo eleitoral.

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