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Bancários decidem manter na Bahia greve e tentam negociação na terça

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.

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G1 – Bahia

Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (19), os bancários decidiram por unanimidade manter a greve, que já dura 14 dias. O encontro foi realizada no Ginásio de Esportes da categoria, situado na Ladeira dos Aflitos, centro de Salvador.

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A categoria, no entanto, vai tentar uma negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em reunião marcada para as 16h desta terça-feira (20), em São Paulo, segundo informou o Sindicato dos Bancários da Bahia.

De acordo com o presidente da entidade, Augusto Vasconcelos, a negociação pode durar mais de um dia. “Teremos nova rodada de negociação amanhã e temos a expectativa de que os bancos apresentem proposta compatível com seus lucros para que possamos resolver esse impasse”, destacou, em contato com o G1. Vasconcelos informou que, somente após a reunião de negociação a categoria vai marcar uma nova assembleia para discutir os rumos do movimento.

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Na Bahia, segundo estimativa do Sindicato dos Bancários, mais de mil agências estão fechadas por causa da greve. Somente em Salvador, a mobilização deixa mais de 250 unidades sem expediente. Em todo país, o número de bancos fechados é 12.496.

Reivindicações
Na última rodada de negociação, ocorrida no dia 25 de setembro, a Febraban apresentou a proposta de 5,5% de reajuste salarial, o que, segundo o Sindicato dos Bancários, não cobre a inflação, acumulada em 9,88% no mês de setembro. Os trabalhadores querem reajuste salarial de 16%.

Entre os principais pontos da pauta de reivindicações estão redução da taxa de juros e tarifas para clientes e usuários dos serviços, atendimento à população no tempo designado na Lei dos 15 minutos (a qual o cliente não pode passar de 15 minutos na fila à espera de atendimento), reajuste salarial com reposição da inflação mais 5,7% de aumento real, segurança para evitar golpes e saidinhas bancárias, prevenção contra assaltos e sequestros, além de igualdade de oportunidades para os funcionários.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), durante a greve, os clientes podem fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.

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