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Audiência Pública sobre a barragem do Poço do Magro

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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13322147_1156492251049159_7266703266971848932_nNo dia 2, no auditório do Colégio Modelo, o escritório da empresa Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) – 2ª SR promoveu uma audiência pública para debater a situação da Barragem do Poço do Magro.
A audiência foi coordenada pelo Diretor Hudson Faria e contou com as presenças da Codevasf de Bom Jesus da Lapa, ANA – Agência Nacional de Águas, INEMA – Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Escritório Regional e Estadual, EMBASA, Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Guanambi e Candiba, Associação Comunitária do Morro de Dentro, José Carlos Latinha – Presidente Licenciado da ONG Prisma, Vereador Hugo Costa, 1ª Suplente de Vereador Claúdio Fiuza e diversas lideranças comunitárias e ambientalistas.
O Diretor Hudson Faria fez uma explanação sobre a história da construção da barragem do Poço do Magro e os problemas relacionados à ocupação desordenada do entorno da barragem, destacando a necessidade da população iniciar um debate visando definição sobre o uso adequado da estrutura das águas e dessa importante obra pública.
A ocupação desordenada e os conflitos que ocorrem atualmente no entorno da barragem deve ser fiscalizada pelo poder público, tendo em vista que a Lei Municipal de criação do Parque Ecoturístico do Poço do Magro define como área de proteção ambiental e deve ser preservada.
O vereador Hugo Costa foi autor de ação popular que reivindica do Ministério Público a investigação sobre a invasão da área para construção de uma ilha particular no terreno público. Neste sentido, o vereador defendeu que a Codevasf deveria passar a gestão da área para o poder público municipal.
O Presidente da Associação do Morro de Dentro fez um relato sobre os problemas enfrentados pela comunidade local, destacando a questão do abastecimento humano pois os moradores que moram no entorno da barragem não beneficiados pela abastecimento de água. Reivindicaram da Prefeitura e da Embasa a construção de uma estação de tratamento de água para abastecer a população local.
José Carlos Latinha, autor da Lei de criação do Parque Ecoturístico do Poço do Magro, fez uma explanação do projeto destacando que o poder público deve priorizar primeiramente a resolução do abastecimentos de água das comunidades históricas que moram no entorno da barragem, bem como a preservação da área que abriga a Pedra do Índio, a Leocádia e a Barragem. Também defendeu a municipalização da barragem visando a implantação de um projeto de turismo regional através da parceria pública e privada e a nomeação do Conselho Gestor do Parque para definir, planejar e fiscalizar a área.
A iniciativa da Codevasf em realizar a audiência pública é fundamental para resolver os conflitos e definir democraticamente com a população qual deve ser a destinação final dessa importante obra pública. O órgão vai elaborar um relatório das propostas da audiência que será enviado ao Ministério Público.
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