Fawzia Koofi, Malalai Joya e Shukria Barakzai, importantes políticas afegãs
Fawzia Koofi, Malalai Joya e Shukria Barakzai, importantes políticas afegãs
Fawzia Koofi, Malalai Joya e Shukria Barakzai, importantes políticas afegãs

É isso mesmo que você acabou de ler: quando o assunto é proporção de mulheres na Câmara e no Senado perdemos para o Afeganistão, que nem está tão bem cotado assim – entre 193 países, ocupa o 50º lugar na classificação.

O ranking com a representatividade feminina na política foi divulgado pela União Interparlamentar Internacional (UIP) em junho deste ano. Os países foram classificados levando em consideração o número de assentos ocupados por mulheres nas duas casas (Câmara ou Casa Baixa e Senado ou Casa Alta) de seus respectivos congressos.

Ruanda é o país com a maior porcentagem de mulheres em cargos políticos – 51 dos 80 lugares da Câmara são ocupados por elas. Na sequência, aparecem Bolívia, Cuba, Seicheles, Suécia e Senegal. Na lanterna do ranking está o Haiti, onde nenhuma mulher exerce cargo político.

Dentre os 50 melhores colocados, é difícil estabelecer um padrão para definir as nações com mais igualdade de gênero na política: 19 deles ficam na Europa, 16 na África, 11 na América, três na Ásia e apenas um na Oceania.

Mas o fato é que estamos no 153º lugar do ranking. Não chega a ser 7 X1 para o Afeganistão, mas enquanto 27,1% dos representantes do congresso afegão são mulheres, aqui elas ocupam apenas 12% dos cargos parlamentares.

Se você gosta do conteúdo da Agência Sertão, colabore para o aprimoramento do nosso Jornalismo a partir de R$ 10 por mês e seja um assinante - Saiba como!

 

Ok, 50º lugar não é exatamente um ideal de igualdade. Mas o Afeganistão coleciona elementos que dificultam a compreensão da boa representatividade de suas mulheres na política. Primeiro porque é extremamente militarizado e vive em guerra.

Em um recente estudo do Instituto de Economia e Paz (IEP) sobre os países mais perigosos do mundo, o Afeganistão aparece em quarto lugar. O último grande conflito envolve grupos islâmicos extremistas que impõe severas restrições às mulheres. Por lá, as mulheres não podem andar na rua em locais ocupados pelo Estado Islâmico se não estiverem acompanhadas por um homem.

Veja mais no site da revista Super Interessante 

Responder

Por favor, escreva seu comentário
Digite seu nome aqui