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Observatório FG divulga informações ambientais da Bacia Hidrográfica do Rio Carnaíba de Dentro

Pesquisadores do Observatório FG do Semiárido Nordestino realizaram estudo sobre precipitação pluviométrica na microbacia hidrográfica do rio Carnaíba de Dentro

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Tiago Marques
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Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.
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Ascom FG

A concepção de bacias hidrográficas como unidade de gestão territorial é um artificio relevante para harmonia entre as concepções sociais, econômicas e naturais. Nessa perspectiva, pesquisadores do Observatório FG do Semiárido Nordestino e colaboradores, realizaram estudo que teve como objetivo compreender a distribuição espacial da precipitação pluviométrica na microbacia hidrográfica do rio Carnaíba de Dentro, semiárido baiano.

Segundo um dos autores da pesquisa, Prof. Carlos Magno Clemente, a microbacia do rio Carnaíba de Dentro exibe notável riqueza em sua flora e fauna, além de uma importância socioeconômica para a região. O limite natural se insere na conjuntura do semiárido baiano, região que apresenta em seu histórico de ocupação períodos de estiagem e baixos indicadores de precipitação.

A microbacia do rio Carnaíba de Dentro tem como cenário regional o semiárido baiano. Essa região é caracterizada por condições climáticas peculiares no contexto brasileiro, bem como, estiagens de chuvas em anos consecutivos. Desse modo, objetivou-se com a pesquisa compreender a distribuição da precipitação pluviométrica na microbacia hidrografia do rio Carnaíba de Dentro e seu entorno entre os anos de 2009 a 2014.

Foram delimitadas 5 estações meteorológicas dentro e no entorno e o método geoestatístico utilizado foi a krigagem. Entre os anos de 2009 a 2014, os valores de precipitação anual acumulada variaram de 291,3 a 1.058 mm. A estação localizada no município de Carinhanha registrou elevados valores de precipitação (1058 mm) e baixos indicadores foram registrados na divisa de Minas Gerais com Bahia (estação Espinosa). Com isso, as análise indicam uma estiagem de 5 a 7 meses entre abril a outubro e uma distribuição irregular espaço-temporal na microbacia do rio Carnaíba de Dentro nos anos analisados.

A pesquisa elucida uma reflexão para a preservação e recuperação dos ecossistemas em áreas de nascentes, suas matas ciliares e maior rigor com o saneamento básico na microbacia do rio Carnaíba de Dentro. Isso implica na melhoria da eficiência da dinâmica hidrológica e consequentemente na qualidade de vida da população.

De acordo com o Prof. Carlos Magno, os núcleos de pesquisas do Observatório FG estão envolvidos em outras pesquisas ambientais, ainda em andamento, envolvendo a microbacia do Carnaíba de Dentro e em seu entorno (Parque da Serra dos Montes Altos). O estudo foi publicado no periódico científico Cadernos de Geografia, publicado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em março de 2017.

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