Reprodução

Mesmo após uma comissão de parlamentares demonstrar que não há déficit nas contas da Previdência Social, o Governo Federal utilizou um cenário catastrófico para convencer deputados a aprovarem o Projeto de Reforma da Previdência em tramitação no Congresso Nacional, de acordo com publicação do Jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo o Governo de Michel Temer, sem a aprovação da reforma da Previdência, as áreas de saúde e educação deixarão de receber recursos, gradativamente, nos próximos anos. A estimativa é que em 2028 o governo não terá mais como pagar os gastos de custeio nem fazer investimentos nessas áreas. Em 18 anos, haverá dificuldade até para honrar os benefícios do INSS e de assistência social, o chamado BPC. As despesas não caberão mais dentro do limite máximo de gastos do governo federal, o chamado teto, previsto na Constituição Federal.

No dia 23 de outubro, o senador Hélio José (PROS-DF) apresentou o relatório à CPI que apurou o déficit na Previdência, demonstrando que não havia problemas de caixa e, sim, má gestão. Segundo o senador, “está havendo manipulação de dados por parte do governo para que seja aprovada a reforma da Previdência”. Ele acrescentou que “quando o assunto é Previdência, há uma série de cálculos forçados e irreais”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

O relator denuncia no texto entregue à Comissão, que “a lei, ao invés de premiar o bom contribuinte, premia a sonegação e até a apropriação indébita, com programas de parcelamento de dívidas (Refis), que qualquer cidadão endividado desse país gostaria de poder acessar”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui