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O setor industrial brasileiro perdeu entre 2013 e 2016 1,3 milhão de postos de trabalho. Além disso, o número de aproximadamente 7,74 milhões pessoas empregadas em 2016 foi o menor em nove anos.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Anual Empresa referente a 2016, divulgada nesta quinta-feira (21), pelo Insitituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo reúne informações econômicas para compreender a estrutura produtiva do setor, englobando a indústria extrativa e de transformação.

A pesquisa aponta que a indústria naval foi a que mais sentiu os efeitos da queda no número de empregados, perdendo em dois anos 49% das vagas na construção de embarcações. A área reduziu o pessoal ocupado de pouco mais de 61 mil em 2014, para cerca de 31 mil em 2016.

O gerente da pesquisa, Jurandir Oliveira, explica que a situação da indústria naval se agravou com a crise na Petrobras e a consequente queda na demanda da empresa para o setor.

O Rio de Janeiro, segundo a pesquisa, foi fortemente afetado pela redução nas vagas da indústria naval, perdendo cerca de três quartos dos funcionários do setor, como destaca Jurandir Oliveira.

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A pesquisa revela, ainda, que, entre 2015 e 2016, o número de empresas ativas caiu de 323 mil para 321 mil, assim como os investimentos, que passaram de R$ 193 bilhões para R$ 185 bilhões. Já os gastos de pessoal aumentaram no período de 12,7%, em 2015, para 14,1% em 2016.

Entre as atividades, a que mais se destacou, segundo o pesquisador, em termos de participação nas receitas das empresas e também de pessoal ocupado foi a fabricação de produtos alimentícios, influenciada pelo crescimento da população.

No movimento contrário, as três atividades que mais fecharam postos de trabalho foram fabricação de produtos de minerais não-metálicos, fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, além da fabricação de móveis.

No ano analisado pela pesquisa, a receita total da indústria foi de mais de 3 trilhões de reais e as despesas somaram um montante de mais de 290 bilhões.

Lígia Solto da Rádio Agência Nacional

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