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Geovane Santos | Agência Sertão

Evento promovido pela Cooperativa Agropecuária de Guanambi (Coopag), a Exposição Agropecuária movimenta milhões de reais no comércio regional. Tradicionalmente a exposição é realizada no mês de junho, no Parque de Exposições Gercino Coelho.

Segundo Manoel Viana, produtor rural, a exposição teve inicio no final da década de 70 de forma aleatória, mas o evento foi crescendo e passou a acontecer sequencialmente, todos os anos, exceto em 2015 quando o Conselho Deliberativo da Coopag resolveu cancelar devido a problemas financeiros na instituição. A ação ocasionou uma diminuição na movimentação financeira do setor no período.

A exposição agropecuária tornou-se tradição para o comércio do pequeno, médio e grande produtor rural, além da movimentação financeira, as programações envolve palestras e vivências trocadas pelo setor, possibilitadas pelas parcerias com o Município, Governo, SEBRAE, CODEVASF e empresas do agronegócio.

Veja a cobertura da Exposição Agropecuária de 2017

Para Manoel, a exposição de Guanambi é um evento a nível interestadual, ele explica que a média para o comércio de gados girava em torno de 1.000 a 1.500 animais vendidos por exposição, com a feira e leilões. Manoel pontua que existiram eventos onde os produtores comercializaram 3.000 animais, mas o comércio veio caindo de forma gradativa e as últimas exposições não passaram de 500 negociações.

Em março, deste ano, a Coopag emitiu uma nota informando que no início de janeiro, grande parte da estrutura do Parque Gercino Coelho veio a desabar, deixando as instalações elétricas e hidráulicas comprometidas. “Construída há mais de quarenta anos, a ação do tempo comprometeu boa parte das edificações onde eram abrigadas as baias e argolas”, explica a nota.

A cooperativa pontuou também que a reedificação e as intervenções diversas em toda a estrutura, indispensáveis para realização da Expo Guanambi, para atender as exigências de órgãos de segurança como Bombeiros e Polícia Militar, somam gastos estimados em aproximadamente R$ 400 mil. Somado os percalços ficou evidente, para a Coopag, a inviabilidade de promover a Expo Guanambi 2018.

O produtor Rural Manoel Viana fala dos prejuízos que a não realização da exposição pode ocasionar. “Ela traz consequências abrangentes, o comércio por exemplo, principalmente o comércio de roupas e calçados, o pessoal se prepara para exposição, então a não realização traz uma repercussão direta ao comércio. A exposição ela engloba produtor, tratador, garçom, ela tem espaço para todos, então tem uma influência muito grande. A não realização traz prejuízos para muitos”, explica.

Manoel é produtor há mais de 40 anos e foi pioneiro de muitas raças de animais na região, ele enfatiza que teve participação em todas as exposições agropecuária de Guanambi  – como produtor rural, organizador e diretor. Manoel pontua que “os produtores tem reclamado, principalmente aqueles que tem a tradição de participar, porque é um canal para movimentar, fazer uma transação comercial e mostrar o trabalho do produtor”.

De acordo com a Coopag, a 30ª edição do evento seria realizada em um novo local, uma área que está sendo preparada às margens da BR-030, saída para Caetité, próximo ao posto Verde Vale. O novo parque de exposições, a priori, iria ocupar cerca de 20 hectares, área considerada quatro vezes maior do que a do atual parque de exposições, mas ainda não foi informada a previsão para conclusão da obra.

Atualmente o presidente da Coopag é o senhor Valmir Boa Sorte, ele foi eleito no lugar de Sidney Primo Júnior. A expectativa da Coopag é realizar a exposição dos próximos anos já no novo parque.

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