Foto: Neide Lu

Geovane Santos | Agência Sertão

O Centro Universitário UniFG realizou, na última sexta-feira (23) a primeira edição do projeto Sertão Cultural. As programações iniciaram às 17h, no hall de entrada do campus da instituição, com declamações de poesias, música, literatura, cordel e outras expressões artísticas e culturais.

O evento é uma parceria da UniFG com a Academia Guanambiense de Letras (AGL), além da colaboração do curso de Licenciatura em Psicologia. A programação faz parte da segunda etapa do projeto Educadores de Guanambi: tecendo saberes, resgatando memórias. A atividade integra as celebrações dos 100 anos de história de Guanambi.

O “Sertão Cultural”, segundo os organizadores, tem como objetivo valorizar todas as expressões culturais da cidade e região, e incentivar a ocorrência de atividades culturais no ambiente acadêmico, consolidando a parceria entre a UniFG e a Academia Guanambiense de Letras, firmada através da assinatura de um termo de cooperação técnica, consolidada na solenidade.

O evento, além da proposta de resgatar a cultura regional, vem trabalhando com a inclusão no ambiente de ensino superior, através da promoção de momentos culturais para a comunidade surda.

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O surdo, Fabrício Domingues, fala da emoção que a poesia possibilita, para ele momentos  como esse provocam avanços culturais na cidade. “Eu achei muito importante as pessoas terem vindo para esse momento, é importante isso para Guanambi, as coisas que aconteceram, aquelas poesias proporcionaram emoção, e através delas eu pensei muito na cultura como ela é boa. Guanambi tem dado um passo muito importante na questão cultural, esses eventos, essas explicações fazem as pessoas se despertarem e se emocionarem, falar sobre a cultura é muito importante”, comemora.

A intérprete de surdos, Fátima Castro, explica a dinâmica da interpretação para surdos, em eventos dessa especificidade. “A questão da interpretação, ela vai além de interpretar palavras, nós interpretamos o sentido e o significado do que está se passando”. Segundo ela, o contato prévio com o material da programação define a forma pela qual os surdos vão entender a mensagem.

“É importante termos a leitura prévia, uma vez que uma poesia e um poema não são palavras, são sentidos são sentimentos, quando temos o contato com a programação para fazermos a interpretação para os alunos, eles conseguem ter um entendimento melhor, não que eles não tenham, mas isso exige mais de nós intérpretes, quando temos o acesso antecipado, isso faz com que na hora que escutamos as poesias consigamos trabalhar melhor com a mente para fazer a adaptação de palavras para sentidos e significados”, avalia Fátima.

A programação contou com exposição de livros, origamis e quadros, produzidos por professores, acadêmicos da AGL e artistas regionais, além de um sarau poético. Na ocasião, ocorreu também o lançamento do livro “Somos Um”, da escritora Délia de Castro Costa Santos. Após, houve uma sessão de autógrafos e uma apresentação musical com o cantor Gil Martins, como também uma confraternização entre os participantes.

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