Foto Mateus Pereira/GOVBA

A área de produtos de saúde do laboratório público Bahiafarma será interditada cautelarmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo apuração do site Jota, a medida está relacionada a reclamações sobre a eficiência do teste rápido para dengue, zika e chikungunya.

O governo federal adquiriu aproximadamente R$ 120 milhões do produto em 2016 e R$ 160 milhões em 2017. A interdição cautelar impede a produção nesta área da empresa. No entanto, os testes que já estão no mercado não serão recolhidos. Também não há, segundo a publicação, interdição na área de fabricação de medicamentos.

TESTES REPROVADOS

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O jornal O Estado de S. Paulo revelou que os testes rápidos da Bahiafarma foram reprovados em análises do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). Houve queixas com relação à eficiência do produto nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Acre e Goiás. Devido ao laudo, que apontou baixa sensibilidade, os lotes foram recolhidos para análise.

Por meio de nota, a Bahiafarma negou a reprovação dos testes pelo INCQS. “Análises de controle realizadas pelo instituto, conduzidas em setembro de 2018, concluíram pela aprovação dos testes rápidos de Dengue, de acordo com os parâmetros adotados pelo Ministério da Saúde para o insumo, e apontaram inconformidades em um lote do teste de Chikungunya e em um lote do teste de Zika – este último com data de validade já vencida”, diz o texto.

O laboratório baiano informou ainda que a Anvisa requisitou análise fiscal dos testes, que será conduzida por um laboratório credenciado pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). “Ainda que não tenha recebido laudos sobre a realização das análises de controle, como prevê o rito legal, a Bahiafarma determinou que todas as medidas necessárias para a comprovação da acurácia dos seus testes fossem tomadas em caráter imediato”, acrescenta a nota.

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