Reprodução

A companhia americana Ford Motor Company anunciou nesta terça-feira que em 2019 fechará sua fábrica mais antiga no Brasil, em São Bernardo do Campo, que emprega cerca de 3.000 pessoas, e deixará o mercado de caminhões na América do Sul, como parte de seu plano de reestruturação global.

“Sabemos que esta ação terá um grande impacto em nossos funcionários em São Bernardo e trabalharemos de perto com nossos acionistas a respeito dos próximos passos”, disse o presidente da Ford para a América do Sul, Lyle Watters, citado em um comunicado da empresa.

O Conjunto Industrial Ford São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, iniciou suas atividades em 1967. Tem 2.800 operários contratados, além de terceirizados, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da região. No comunicado, a Ford não dá detalhes sobre o futuro de seus atuais funcionários.

Além dos caminhões F-4000 e F-350, a fábrica monta o veículo Fiesta. Todos os modelos serão vendidos até o fim dos estoques, informou o comunicado.

A Ford pretende gastar US$ 460 milhões em consequência da medida.

Se você gosta do conteúdo da Agência Sertão, colabore para o aprimoramento do nosso Jornalismo a partir de R$ 10 por mês e seja um assinante - Saiba como!

 

O plano de reestruturação global da Ford, de cerca de 11 bilhões de dólares, incluiu uma redução salarial e de custos administrativos na região de mais de 20% nos últimos meses e novas alianças como a anunciada recentemente com a Volkswagen para montar caminhões de médio porte, lembrou a empresa.

Veja mais notícias sobre economia

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC convocou uma paralisação para terça-feira e convocou, neste dia, uma assembleia geral para discutir novas ações.

“Com indignação e com revolta recebemos hoje a confirmação pela direção da empresa que a Ford vai fechar a sua planta em São Bernardo”, afirmou em nota o presidente do sindicato, Wagner Santana.

O porta-voz do grupo disse que eles já estavam se preparando para essa notícia.

Santana afirmou que a decisão não será aceita “passivamente”. “Vamos fazer a luta necessária para reverter essa decisão”, acrescentou.

Via AFP

Responder

Por favor, escreva seu comentário
Digite seu nome aqui