aplicativo de transporte por motos
Divulgação

Tiago Marques | Agência Sertão

O aplicativo de transporte por motos Giross entrou em operação em Guanambi há pouco mais de um mês e já possui mais de 500 usuários ativos, segundo divulgou a empresa responsável. No entanto, sem acordo com os mototaxistas da cidade, ainda é pequeno o número de motociclistas para atender aos pedidos de corridas.

Até o momento, 25 motociclistas foram cadastrados e tentam suprir a demanda pelo serviço. Em horários de pico, os usuários podem ter que esperar em média 10 minutos para ter a viagem aceita. Em Brumado, onde o serviço funciona desde 2018, são mais de 1.500 usuários e 100 motociclistas cadastrados.

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A Associação que representa os mototaxistas não gostou da ideia de ter uma empresa intermediando o serviço e por essa razão estimulou seus associados a não aderirem ao aplicativo. Eles chegaram a anunciar a intenção de ter o serviço próprio. Atualmente, 300 mototaxistas estão credenciados pela prefeitura.

Para trabalhar como motociclista de aplicativo no Giross, é necessário possui habilitação na categoria A, ter motocicleta em bom estado de conservação com no máximo 10 anos de uso e documentação em dia, além de não possuir antecedentes criminais. Segundo Felipe Martins, idealizador do projeto, um motociclista do Giross pode faturar entre R$70 e R$100 por dia de trabalho com o aplicativo. O cadastro de novos motociclista pode ser feito baixando o aplicativo específico. Já os usuários devem baixar o aplicativo destinado a pedido de corridas. Ambos os aplicativo estão disponíveis apenas para sistema operacional Android.

Diferente dos serviços de táxi e mototaxi, o serviço de aplicativos de mobilidade não é um transporte público, e sim particular. Essa diferenciação foi tratada pela Lei n. 13.640/2018, que permite o serviço no país. No entanto, cabe aos municípios a regulamentação, seguindo as diretrizes estabelecidas pela legislação federal em questão.

A regulamentação municipal tem sido motivo de polêmicas nas Câmaras Municipais das principais cidades do país, principalmente por conta da pressão de taxistas. Até 2018, das 27 capitais, apenas sete havia aprovado a regulamentação. A falta de regulamentação não impede o funcionamento do serviço, iniciativas de tentar proibir o transporte por aplicativos têm sido consideradas inconstitucionais pela justiça.

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