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O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, negou que haja cortes de verbas para universidades federais. Segundo ele, o que existe é um contingenciamento de recursos.

A declaração foi dada nesta terça-feira (7), durante audiência pública, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, do Senado Federal. Na exposição inicial, antes de responder a questionamentos dos parlamentares, Abraham Weintraub criticou o financiamento do ensino superior em instituições privadas e disse que isso gera a alta taxa de inadimplência em que os jovens brasileiros se encontram.

O titular do MEC disse que a prioridade do ministério deve ser a educação básica e a qualidade dos professores dessa etapa. Ele destacou também a melhora nos índices de analfabetismo, apesar do analfabetismo funcional, quando a pessoa sabe ler, mas não consegue interpretar pequenos textos.

Ainda sobre o ensino superior, o ministro da educação disse que o Brasil já atingiu a meta que prevê a atuação de professores com mestrado e doutorado nas universidades. E defendeu o ensino básico.

O ministro ainda qualificou os ensinos Médio e Técnico, no Brasil como “um desastre”. Para ele, o ensino técnico precisa ser valorizado, porque sobram vagas no mercado de trabalho, mas faltam jovens qualificados.

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Weintraub também pediu que os senadores avaliassem a questão da produção científica no país. Segundo ele, cerca de 90% da produção brasileira vem de pesquisadores de exatas, biológicas e agrárias. Enquanto 13% é de estudiosos das ciências sociais, humanidades e linguística.

Assim, a proposta do ministro é repensar a destinação das bolsas de pesquisa às instituições de ensino superior.

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