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Geovane Santos | Agência Sertão

A Prefeitura de Guanambi por meio da Secretaria Municipal da Saúde está realizando a partir desta quinta-feira (22) uma intensificação da Vacinação contra o Sarampo. A pedido do Ministério da Saúde, todas as crianças entre 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas em todo o país.

Segundo a coordenadora de imunização de Guanambi, Andreíza Vigatto, 18 unidades de saúde do município estão disponibilizando doses da vacina, sendo elas – 1º Centro de Saúde e Polimeg e os Programas de Saúde da Família (PSFs) dos bairros – São Francisco, Beija Flor, Alto Caiçara, Brasília, Santo Antônio, Vila Nova, Vomitamel, Novo Horizonte, Monte Pascoal, Lagoinha, Alvorada, Ipiranga e Paraíso, além dos distritos de Ceraíma, Mutans e Morrinhos.

A coordenadora informou ainda, que a vacina está disponível para a população de seis meses até 49 anos de idade, em Guanambi. No entanto, a vacinação é seletiva, ou seja, quem já tem o esquema completo não precisa vacinar. O esquema é – pessoas de até 29 anos de idade precisam tomar duas doses da vacina e a partir de 30 a 49 anos, dose única.

Apesar da disponibilidade da vacina para esses públicos, a prioridade é para a faixa etária que não recebe a dose de rotina, como explica Vigatto. “A prioridade nesse momento são as crianças, de seis meses até menores de 1 ano. Essa faixa etária não faz parte do calendário de vacinação. A idade para tomar a vacina contra o Sarampo é a partir de 1 ano de idade, tanto é que essa dose que as crianças vão receber ela não vale para rotina, por isso é chamada “Dose Zero”. Quando a criança completar 1 ano de idade deve tomar a vacina normalmente”.

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A perspectiva da Coordenação de Imunização de Guanambi é vacinar em torno de 560 crianças, dessa faixa etária no município. Para isso, além das doses estocadas para a rotina de vacinação, a coordenação recebeu nesta quarta-feira (21) mais 1.000 doses da vacina. Segundo a coordenadora, o município dispõe de vacina suficiente para atender a demanda de todos os públicos que necessite da imunização.

Segundo o Ministério da Saúde, a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) a tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil. A vacina previne também contra rubéola e caxumba.

Neste ano, o Ministério, já enviou para os estados 10,5 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. Esse quantitativo é para atender a vacinação de rotina, conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, em todos os estados do país, bloqueio vacinal e para intensificar a vacinação de crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias de idade. Desse total de vacinas, 71% foi enviado para o estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos de sarampo no país. A vacina é a principal forma de tratamento do sarampo.

Segundo o Ministério da Saúde, essa intensificação da vacinação contra o Sarampo é preventiva e deve alcançar 1,4 milhão de crianças, em todo o país, que não receberam a dose extra, chamada de dose zero, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses.

A previsão da pasta é enviar 1,6 milhão de doses a mais para os estados. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. A medida é em resposta ao aumento de casos da doença.

De acordo com o ministério, o país registrou nos últimos 90 dias, entre 19 de maio a 10 de agosto deste ano, 1.680 casos confirmados de sarampo, em 11 estados – São Paulo (1.662), Rio de Janeiro (6), Pernambuco (4), Bahia (1), Paraná (1), Goiás (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1) e Piauí (1). O coeficiente de incidência da doença foi de 0,80 por 100.000 habitantes.

Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, o ministério, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, também orienta estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, em situação de surto ativo do sarampo, quando identificado um caso da doença em alguma localidade, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou tem contato com aquele caso suspeito em até 72 horas.

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