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O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque disse, nesta segunda-feira (7), que o governo pretende retomar a mineração de urânio em território nacional como estratégia para ampliar o programa nuclear brasileiro. O

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro afirmou que a retomada não é apenas um desejo do governo, mas uma decisão política que será adotada.

A expectativa é iniciar os trabalhos na mina do Engenho, em Caetité, na Bahia, até o fim deste ano.

A exploração será feita unicamente pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), mas a ideia do governo, diante das restrições do Orçamento para realizar investimentos, é firmar parcerias com a iniciativa privada para explorar o potencial de urânio em território nacional.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão responsável por fiscalizar as atividades que envolvam a exploração do mineral radioativo no País concedeu autorização para realizar os testes operacionais da planta química já beneficiando as rochas de urânio que estava no pátio.

Em dezembro de 2018, a Unidade de Concentrado de Urânio de Caetité realizou a última etapa de testes funcionais para operação assistida das áreas de Britagem e de Montagem de Pilhas.

Em abril deste ano, a CNEN renovou a licença. Por meio de nota, a Cnen informou que, para que a unidade possa entrar em operação, está passando por uma fase de testes, para verificar “o atendimento a requisitos de segurança das estruturas, sistemas e componentes, cuja falha ou mau funcionamento possa resultar em exposições indevidas à radiação para o pessoal da instalação ou membros da população em geral”.

Segundo o Estadão, mo Ibama, a INB apresentou um pedido de licença de operação em dezembro de 2017. O órgão ambiental não esclareceu qual é a situação atual desse licenciamento.

Entre 2000 e 2015, a INB explorou a mina Cachoeira e, de lá, retirou 3.750 toneladas de concentrado de urânio. Agora, a estatal deve começar a explorar uma nova jazida no local, a mina do Engenho.

Em Caetité, a INB realiza, além da mineração, o beneficiamento do minério, que resulta no produto concentrado de urânio ou yellowcake.

Atualmente, Caetité é o único lugar do País onde existe mineração de urânio.

O Brasil é um dos 12 países que detém tecnologia para enriquecer urânio, mas ainda importa grande parte de seu consumo. Após a etapa de ampliação inaugurada nesta quinta, a fábrica de Resende tem capacidade para enriquecer volume equivalente a 50% da recarga anual de Angra 1, a menor usina nuclear do país.

A primeira fase do programa de enriquecimento de urânio, que prevê a instalação de dez cascatas —sete delas já em operação —a capacidade chegará a 70% de Angra 1. A INB precisa, porém, de mais R$ 500 milhões para concluir o projeto, o que espera fazer até 2021.

Uma segunda fase, com a instalação de 33 cascatas, está orçada em R$ 2 bilhões, e garantiria o abastecimento todo o complexo nuclear de Angra sem depender de importações.

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