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JUBs: veterano universitário dá dicas a jovens atletas

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É fácil encontrar jovens na faixa dos 20, 25 anos transitando pelos hotéis oficiais dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) ou em ação nos locais de competição. São estudantes que já competem em alto nível ou que ainda estão no início de uma almejada carreira esportiva. Entre eles existe um medalhista olímpico e campeão mundial que, agora, faz o caminho inverso.

Márcio Araújo, 46 anos, fez sua carreira no vôlei de praia. É medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, foi campeão mundial, além de ter vencido campeonatos brasileiros e chegado em várias finais do circuito mundial. Após encerrar a carreira, em 2016, Márcio resolveu se dedicar aos estudos.

“Eu fiz quatro ciclos olímpicos. Então, nesse período, não tive tempo para estudar. Acho o estudo fantástico, é uma oportunidade de a gente ganhar conhecimento. A maior riqueza do ser humano é o conhecimento”, disse ele à Agência Brasil.

A entrevista ocorreu após uma partida entre o time dele, o UniAteneu, de Fortaleza (CE), e a Unama, de Manaus (AM). Durante a partida, Márcio orientava os colegas e os incentivava, tanto em quadra quanto no banco de reservas. Durante a partida, vencida pelo UniAteneu por 3 sets a 1, Márcio fez pontos de saque, de bloqueio, reclamou da arbitragem e provocou a torcida adversária que, barulhenta, tentava desestabilizá-lo. “Eu gosto assim. Não quero jogo sem graça, não”, afirmou depois da vitória.

“Não sinto nenhum nervosismo. Eu joguei final olímpica, cheguei no nível mais alto que um atleta pode chegar emocionalmente e tecnicamente”, contou. Márcio procura passar a mesma tranquilidade para os parceiros de time. Para ele, a razão e a emoção dentro de quadra têm de estar equilibradas. “A instabilidade emocional nessa idade é normal. Talvez minha maior dificuldade seja trazê-los para essa estabilidade”.

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Apesar de uma carreira vitoriosa em nível mundial, Márcio encara os JUBs com a seriedade de quem disputa uma Olimpíada. “Sempre procuro falar com eles sobre respeitar o adversário e jogar sempre com um padrão de jogo, seja com uma seleção ou com um time de fundo de quintal. E isso é muito emocional. Se controlar isso na razão, o time vai equilibrar e brigar por uma medalha”.

Trabalho social

Além da faculdade de educação física, Márcio também administra o Instituto Cuca, em Fortaleza. Lá, ele administra projetos sociais voltados para jovens em situação de vulnerabilidade. São jovens que moram em localidades com altas taxas de criminalidade, baixa escolaridade e gravidez na adolescência. E é por meio do esporte e de outras atividades que ele procura reduzir os impactos da realidade, muitas vezes difícil, desses jovens.

“O esporte salvou a minha vida, me educou e me formou como ser humano. Hoje eu falo quatro idiomas, tive a oportunidade de conhecer o mundo todo, tenho muitos amigos. Ganhei a vida por meio do esporte e da educação. Se a dificuldade está ali, é ali que está o sucesso. Eu sempre acreditei nisso”.

*O repórter viajou a convite da Confederação Brasileira do Desporto Universitário

Edição: Graça Adjuto

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