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Guanambi: Acumulado de chuva em uma semana é maior que o dobro de toda a primavera

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Tiago Marqueshttps://agenciasertao.com/
Tiago Marques é redator e editor do site Agência Sertão. Trabalha com produção de conteúdo noticioso para rádio e internet desde 2015.

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Depois de uma primavera bastante seca, o verão começa chuvoso em Guanambi e Região. O acumulado dos últimos seis dias corresponde a mais que o dobro de toda a chuva que caiu durante a estação iniciada em 22 de setembro e finalizada em 21 de dezembro.

De terça-feira (31) a este domingo (5), o acumulado de chuva registrado no pluviômetro da Agência Sertão, no Centro de Guanambi, foi de 202 mm. Só na noite deste sábado (4) e madrugada e manhã de domingo (5) choveu 117 mm.

Foram aproximadamente 16 horas de chuva, com apenas alguns minutos de interrupção. Todo esse volume trouxe alguns alagamentos. O riacho do Belém transbordou em alguns pontos na região do bairro Sandoval Morais.

Na Avenida Guanabara, próximo à Lagoa de João Amaral, uma árvore caiu e interditou parte da pista. Segundo a Superintendência Municipal de Trânsito, houve alagamentos em alguns pontos do bairro São Francisco.

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Árvore caiu sobre a pista da Av. Guanabara – Foto: Leitor Agência Sertão

Um veículo precisou ser guinchado após atolar em uma rua do bairro Morada Nova e um condutor perdeu o controle do veículo e foi parar em cima da rotatória do bairro Novo Horizonte.

Carro ficou atolado em uma rua do bairro Morada Nova – Foto: Leitor Agência Sertão

Em uma estrada próxima ao distrito de Pajeú do Vento (Caetité), um carro ficou coberto pela água da enxurrada. Segundo moradores da localidade do Morro da Inácia, na zona rural de Guanambi, o acumulado chegou a 180 mm.

Carro encoberto pela água da enxurrada em uma estrada rural próxima a Pajeú do Vento – Foto: Leitor Agência Sertão

Além disso, desde a última sexta-feira (3), o sistema adutor do Algodão, responsável pela condução da água do rio São Francisco até a distribuição da Embasa, encontra-se em manutenção. Todas as localidades atendidas por este sistema estão sem abastecimento de água.

Transtornos maiores só não aconteceram pois a chuva foi bem distribuída, diferente do ocorrido em Caetité no dia 8 de dezembro, quando uma pessoa morreu após ser arrastada pela enxurrada e diversos prejuízos foram registrados. Neste dia, segundo a prefeitura, choveu 92 mm num intervalo de menos de três horas.

Todo esse bom volume veio após o início da estação chuvosa, tardia e com volumes registrados bem abaixo da média histórica. Em outubro, houve três episódios de chuva, com o acumulado de 42 mm. Já em novembro, choveu mais vezes, cinco no total, no entanto, os volumes foram muito baixos e o acumulado foi de apenas 14 mm.

Até o último dia de dezembro, duas chuvas, nos dias 8 e 9, acumulavam apenas 27 mm. A chuva só chegou na segunda semana do verão. No dia 31 de dezembro foram registrados 22 mm de precipitação.

Com a chegada de 2020, as chuvas enfim se estabilizaram. Houve registros em todos os dias do ano:

1/01 – 40 mm
2/01 – 15 mm
3/01 – 8 mm
4/01 – 45 mm
5/01 – 72 mm
Total: 180 mm

As chuvas da última estação se concentraram nas regiões mais altas como nas áreas da Serra Geral e da Serra dos Montes Altos. Enquanto o acumulado registrado em Guanambi até o fim do ano era de 83 mm, em algumas localidades, como os distritos de Morrinhos (Guanambi) e Guirapá (Pindaí), moradores relataram registros variando entre 200 e 300 mm.

Nestas regiões também choveu bastante nos últimos dias e toda esta água está escoando para a barragem de Ceraíma. Até a última medição realizada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (Codevasf) no dia 27 de dezembro, a barragem acumulava cerca de 33,4 milhões de metros cúbicos de água.

Este volume corresponde a 72% do volume útil da barragem, que é de 45,9 milhões de metros cúbicos. Construída na década de 60, a barragem foi projetada para armazenar 58 milhões de metros cúbicos. O volume útil foi determinado após uma batimetria realizada pela Agência Nacional de Águas (ANA), em 2018.

Já a barragem do Poço do Magro, antes das chuvas, encaminhava-se para situação crítica, com armazenamento de apenas 6,84 milhões de metros cúbicos, o que equivale a 18,5% do total de 37 milhões de metros cúbicos.

Também choveu bastante na cabeceira do Riachão, principal formador do lago.

Nos próximos dias a Codevasf deve divulgar a cota alcançada após as chuvas intensas do fim de semana. A expectativa é de que haja aumento significativo nas duas barragens. O tempo deve ficar chuvoso pelos próximos 4 dias.

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