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O setor de construção deve puxar uma boa parte da geração de novos postos de trabalho em 2020. Isto porque, o setor está otimista com a retomada de crescimento, após amargar quatro anos consecutivos em queda. Segundo a Câmera Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o segmento deve fechar 2019 com crescimento de 2% – o dobro da previsão de expansão da economia, de 1%. O aumento acima do Produto Interno Bruto (PIB) não chegava a este patamar há seis anos.

Ainda com base nos dados do Cbic, a expectativa é que o crescimento este ano chegue a 3%, o que representa um potencial para criação de 150 a 200 mil postos de trabalho formais até dezembro. E este cenário deve se refletir também na Bahia, sobretudo, no segmento imobiliário.

“Importante lembrar que os três estados que mais geraram vagas na Construção, de janeiro a novembro de 2019, foram os estados que mais geraram vagas com carteira assinada: São Paulo, Minas Gerais e Bahia”, considera o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

De acordo com Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), 27 novos empreendimentos devem ser lançados ainda no primeiro semestre na Bahia, o que deve gerar, 7 a 8 mil empregos diretos ao longo do ano.

“Começamos a voltar a crescer no último trimestre de 2019. De 2012 até o passado recente, perdemos uma boa parte da nossa mão-de-obra. Sofremos muito, mas o setor está otimista em voltar a contratar com essa recuperação”, analisa Cláudio Cunha, presidente da entidade.

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Nova fase

O panorama também anima o setor da construção. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Carlos Marden, afirma que alguns nichos de mercado com experiência de imóveis mais compactos e bem localizados, devem responder, neste primeiro momento, por boa parte da demanda de contratações.

“Na construção civil, a base ainda é formada pelo o operacional: servente, pedreiro, carpinteiro, eletricista. Isso não muda. Porém, o setor começa a exigir novas especialidades, principalmente na área de tecnologia que já se faz presente no canteiro de obras. O mercado começa a se abrir para quem possui essa qualificação”, considera.

O presidente da Abrainc Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, reforça o aumento na oferta de crédito imobiliário como outro ponto positivo para engrenar a retomada:

“Realizamos um levantamento que mostra que a queda da taxa Selic para 4,5%, pode dar acesso a crédito imobiliário a 2,8 milhões de famílias. Cenário capaz de responder por 5% de todos os empregos gerados no país”.

*Informações do Correio*

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