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O governo federal começou a entregar aos estados 1,7 milhão de doses de vacina pentavalente, que estava em falta em várias regiões. A pentavalente tem como público-alvo crianças de 2, 4 e 6 meses de idade.

A vacina garante proteção contra cinco doenças – difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria Haemophilus influenza tipo B (responsável por infecções no nariz e na garganta).

De acordo com o Metro1, a Secretaria de Saúde da Bahia afirmou ter recebido 60 mil unidades.

Andreíza Vigatto, coordenadora de imunização de Guanambi, explicou para reportagem da Agência Sertão que de acordo a Coordenadora Regional, Márcia Luzia, a entrega das vacinas no município está prevista para o início de fevereiro. A quantidade de doses não foi informada.

Segundo a coordenadora municipal, atualmente o estoque é zero e conforme recomendação do Ministério da Saúde (MS) está sendo feita a substituição da vacina Penta pela DTP+Hepatite B até regularizar a situação.

De junho a dezembro do ano passado, a oferta foi irregular por causa de problemas com os fornecedores. Em julho de 2019, a Anvisa recolheu lotes da pentavalente por terem sido reprovados no controle de qualidade. Desde outubro, estava faltando vacina em quase todo o Brasil.

O MS comprou vacinas de outra empresa e enviou na semana passada mais de 800 mil doses e, até o fim desta semana, deve entregar outras 900 mil.

Segundo o MS, os estados são responsáveis por distribuir aos municípios. Além disso, informou que o abastecimento deve ser normalizado em março.

A queda da cobertura vacinal é um problema que vem se acentuado nos últimos anos no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, das oito vacinas obrigatórias para crianças de até 1 ano de idade, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é dada após o nascimento, atingiu a meta de 95% em 2018.

A cobertura da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, caiu de de 102,39% em 2011 para 91,98%. Segundo o ministério, com as campanhas realizadas no ano passado, 2019 conseguiu superar a meta e 99,4% das crianças de 1 ano foram vacinadas – a pasta não informou a cobertura das demais vacinas e afirmou que os dados ainda estão em consolidação.

Em Guanambi, no mês de novembro, a coordenadora de imunização informou que até o mês de outubro, último censo divulgado, o município havia alcançado 100.82% de imunização com a tríplice viral, ou seja, acima da meta estabelecida de 95%.

Especialistas explicam que a vacinação é um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que a falta de proteção contra doenças põe a vida das crianças em risco. Nesses casos, os pais podem ser multados e até perder a guarda da criança.

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