Foto: Tiago Marques / Agência Sertão

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) vai investir quase de R$ 1,4 milhões em manutenção e na elaboração de Estudo de Médio Impacto (EMI) e Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório (PACUERA) da Barragem de Ceraíma, em Guanambi.

Segundo a Codevasf, o investimento visa promover a segurança da barragem e otimizar o uso da água do lago.

Do valor total, cerca de R$ 559 mil serão destinados aos serviços de limpeza geral do Maciço, limpeza da camada vegetal e desobstrução das canaletas de drenagem, colocação de colchão de brita sobre a estrada da crista do talude e remoção de faixa de 10m de eucaliptos que se encontram próximos ao pé (offset) do talude de jusante.

Também está prevista a colocação de uma escada tipo marinheiro, no talude de concreto do vertedouro e de guarda-corpos metálicos no perímetro da crista do talude, além de pintura dos guarda-corpos metálicos já existentes, replantio de grama em trechos danificados, recomposição de peças de meio fio e instalação de dreno na Casa de Válvulas na saída da tomada d’água.

A investimento prevê ainda a colocação de cercas e portões na área externa da casa de válvulas, na saída da tomada d’água, confecção de placas de sinalização e advertência e aquisição de nobreaks para o medidor de vazão da barragem.

O serviço será executado pela empresa RMA – Atividades Construtivas, vencedora da licitação realizada no início de janeiro. A previsão é de que os serviços comecem nos próximos dias.

O restante do valor, R$ 824.799,99, será pago à empresa Plonus-Soluções de Engenharia e Meio Ambiente para a elaboração do Emi e do Pacuera.

O objetivo deste serviço é embasar a Avaliação de Impacto Ambiental pertinente ao processo de obtenção de Licença de Operação de barragem de Ceraíma. A referida barragem será licenciada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão ambiental do Estado da Bahia.

A barragem de Ceraíma está localizada no rio Carnaíba de Dentro, integrante da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Sob administração da Codevasf, a água do reservatório é usada para abastecer o Projeto de Irrigação de Ceraíma, atendendo a mais de 110 agricultores.

Depois de quase 10 anos parado, o projeto foi retomado no ano passado após a revitalização da estrutura de distribuição de água. A região produz frutas, verduras e hortaliças que vão para os centros de distribuição locais e para várias partes do país.

Construída na década de 60 com capacidade para armazenar 58 milhões de metros cúbicos de água, o lago atualmente possui volume útil de 45,9 milhões de metros cúbicos. A mudança na cota foi definida após batimetria realizada pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2018.

Nível das barragens

O escritório da Codevasf em Guanambi monitora semanalmente o nível das barragens de Ceraíma e Poço do Magro, ambas localizadas no município, e das barragens do Estreito e Cova da Mandioca, em Urandi.

Até a última sexta-feira (8), o reservatório de Ceraíma armazenava 38,545 milhões de metros cúbicos, o que equivale a 84% do volume útil. Desde o início do período chuvoso, a barragem recebeu mais de 10 milhões de metros cúbicos de água, ou 22% de sua capacidade.

Já a barragem do Poço do Magro teve recuperação bem menor e está com apenas 27,7% de sua capacidade que é de 37 milhões de metros cúbicos. No mesmo período no ano passado, a barragem armazenava 41,66% de sua capacidade.

Mesmo após as expressivas chuvas do último mês, a situação é crítica nas barragens do município de Urandi. No estreito a barragem está com apenas 21% de sua capacidade ante 36% registrado há um ano.

No caso da barragem de Cova da Mandioca a situação é ainda mais grave. O reservatório está com apenas 8% de sua capacidade ante aos 28% registrados há exatos 12 meses.

Estreito possui capacidade de armazenar 66,46 milhões de metros cúbicos, enquanto Cova da Mandioca pode armazenar até 119,2 milhões de litros.

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui