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O dólar bateu novo recorde de fechamento nesta quarta-feira, ao encerrar a sessão valendo R$ 4,579, alta de 1,51%. A expectativa de que o Banco Central promova novo corte da taxa Selic coloca mais pressão sobre o câmbio, já que com juro mais baixo a tendência é que o investidor estrangeiro tire recursos do país.

Em 2020, os estrangeiros já retiraram quase R$ 35 bilhões do mercado acionário brasileiro. No ano passado, foram R$ 44 bilhões retirados pelos estrangeiros da B3.

Na mínima, a divisa americana bateu em R$ 4,504, às 10h08, e na máxima foi negociada a R$ 4,582, às 16h47. Foi a décima primeira alta consecutiva da divisa americana.

O Banco Central anunciou no início da tarde que fará nova intervenção no câmbio nesta quinta-feira (5), vendendo até 20 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a US$ 1 bilhão. Após o anúncio, a moeda americana chegou a perder força, recuou a R$ 4,53, mas retomou a trajetória de alta.

Desde fevereiro, o BC já fez três intervenções usando contratos de swap, que funcionam como uma venda de dólar no mercado futuro. O volume de dinheiro usado supera a marca dos US$ 3 bilhões

— A nota que o Banco Central divulgou na terça-feira sobre o coronavírus reforçou a possibilidade de um corte mais agressivo dos juros na reunião do Copom deste mês — disse Jeferson Rugik, operador da corretora de câmbio Correparti.

O banco Credit Suisse, por exemplo, avalia que a Selic cairá a 3,75% este ano. Atualmente, a taxa está no patamar de 4,25% ao ano.

Outros bancos centrais seguriam o caminho do Federal Reserve. O BC do Canadá anunciou nesta quarta corte de juros para 1,25%. Os BCs de Austrália e Malásia também já tinham anunciado cortes. Mesmo com o corte de juros do FED, o mercado ainda se mostrou temeroso em relação aos efeitos do coronavírus.

Via O Globo

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