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A Petrobras reduziu em 9,5% o preço da gasolina na última sexta-feira (13). A diminuição do valor nas refinarias é reflexo da queda brusca do petróleo no mercado internacional, após tensões comerciais entre Arábia Saudita e Rússia. O preço do diesel caiu 6,5%.

A queda acentuada vem após os preços se estabilizarem depois do início de ano turbulento, com tensões militareis entre Estados Unidos e Irã. O preço da gasolina nas refinarias já vinha em trajetória de queda desde que atingiu esta alta nos primeiros dias de janeiro.

No entanto, a redução do preço nos postos não costuma ser imediata devido à complexidade da cadeia produtiva dos combustíveis (refinaria, distribuidoras e postos). Ao contrário do que alguns proprietários de postos costumam praticar quando é anunciado aumento, quando há queda, o preço só reduz de fato depois que toda a cadeia de distribuição sente seus efeitos.

Além disso, o preço nas bombas não costuma cair na mesma proporção do praticado pela Petrobrás nas refinarias. Um dos fatores é o preço do etanol, combustível adicionado à gasolina no percentual de 27,5%.

Em Guanambi, segundo pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina está em R$ 4,76. Se a diminuição fosse aplicada integralmente nas bombas, este valor cairia para R$ 4,30. Considerando os outros fatores da cadeia produtiva, espera-se que o valor chegue a pelo menos R$ 4,50.

O preço da gasolina registrou queda de cerca de 11% de janeiro até meados de fevereiro. No entanto, a diminuição do preço nas distribuidoras e nas bombas foi lenta e menor do que nas refinarias.

Até a última semana, o valor médio pago pelo consumidor na cidade foi menor apenas 2,5% do que o pico registrado no início de janeiro (caiu de R$ 4,88 para R$ 4,76). Neste mesmo período, o valor pago pelos postos às distribuidoras diminuiu R$ 0,23 (R$ 4,20 para R$ 3,97), o que equivale a 5,5%,

Após a nova redução no preço, em Jequié, onde está a principal distribuidora que abastece os postos da cidade, o valor do litro sem impostos e despesas de frete caiu de em média R$ 1,706 para R$ 1,546, redução de R$ 0,16. Sobre esse valor incide os impostos que caem na mesma proporção.

Dos 30 municípios baianos pesquisados pela ANP, Porto Seguro continua liderando com a gasolina mais cara, R$ 5,04 em média. Caetité aparece na segunda colocação, com média de R$ 4,91, seguido por Juazeiro, que vende gasolina a R$ 4,89 em média.

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