Vigilância Sanitária | leitor Agência Sertão

O Centro de Guanambi amanheceu movimentado nesta primeira segunda-feira (6) de abril. Muitos carros e pessoas nas ruas, situação que não se via nos últimos 15 dias, após vigorar o decreto de isolamento social estabelecido pela prefeitura.

As filas dos bancos passavam de mais de 50 metros na rua devido ao espaçamento. Boa parte dos estabelecimentos comerciais tinha o comunicado de delivery fixado nas portas entre abertas, por onde alguns clientes entravam para fazer suas compras em alguns casos.

Em alguns comércios, os vendedores entregavam os produtos na porta, pegavam o dinheiro e iam na direção para atender um outro cliente, sem higienizar as mãos. Os carros que trazem o pessoal da zona rural estavam lotados e sem nenhum método de prevenção contra o covid-19.

A polícia passava e pedia para as pessoas distanciar-se um do outro, minutos depois, boa parte estavam juntos e conversando o mais próximos. Nos bancos só era possível entrar um pessoa quando outra saísse.

Por volta das 10h30, a vigilância sanitária chegou na praça Gercino Coelho e fechou duas lanchonetes que estariam permitindo a entrada de clientes. A equipe contatou que, além dos clientes entrarem para comprar, havia um grande fluxo de pessoas na fila. Diante da situação, vários comércios que estavam com a porta entre aberto, fecharam e deixam de permitir a entrada de cliente.

As filas dos bancos não tiveram intervenção da vigilância sanitária. A Agência Sertão conversou com um funcionários de um banco que não quer ser identificado, ele afirmou que o movimento estava dentro da normalidade para a primeira segunda-feira do mês e que a fila na rua se deu pelas medidas de restrição de pessoas adotada pelo banco, como o distanciamento e a limitação do número de clientes ao número de caixas disponíveis. As agências estão estimulando os clientes a habilitar a função de débito dos cartões e usar sempre que possível para evitar a vinda aos bancos no início do mês.

Fila em frente a Caixa Econômica Federal
Itaú também registrou filas

Uma proprietária de uma restaurante localizando no centro da cidade que está funcionando como delivery de marmitex  também relatou a situação. “Boa parte dos nossos clientes são funcionários do comercio ou pessoas que vem à feira. Hoje, devido a toda essa situação, foi difícil atender os clientes sem poder deixa-lós entrar, pois não há banheiros aqui próximo, usam o nosso e comem aqui. Boa parte são idosos que pedem para ir ao banheiro e precisamos dizer não para que a vigilância não feche o comércio”, contou uma comerciante.

Segundo apurou a Agência Sertão, os carros responsáveis por transportar as pessoas da zona rual chegaram mais tarde e foram embora mais cedo nessa segunda-feira (06). Uma senhora de 62 anos, explicou para a reportagem que precisou vir à cidade apenas para buscar a aposentadoria e que não tinha como outra pessoa buscar para ela, pois o cartão deu problema.

A senhora ainda afirmou que muitos comerciantes ambulantes estão reforçando as vendas na zona rurais. “Os fornecedores de carne e verdura que passavam uma vez, estão passando duas”, disse.

O decreto com restrições ao funcionamento do comércio começou a valer no dia 23 de março e termina justamente nesta segunda-feira (6). O comitê de enfrentamento à pandemia se reúne na tarde desta segunda com representantes do comércio local para discutir medidas de flexibilização a uma eventual prorrogação do decreto.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui