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Nesta segunda-feira (11), a Polícia Civil da Bahia, através da Delegacia Territorial de Carinhanha (DTC), concluiu a investigação que apurou as circunstâncias em que uma mulher de Palmas de Monte Alto foi jogada da Ponte Guimarães Rosa sob o Rio São Francisco.

O crime ocorreu no dia 28 de março de 2020, entre as cidades de Carinhanha e Malhada (BA). A vítima sobreviveu, após ser resgatada por um barqueiro no mesmo dia.

Segundo consta no inquérito, a vítima saiu da cidade de Palmas de Monte Alto (BA), na companhia do seu amante, que a levou até a ponte, entre as 19h40 e 21h12

De acordo com a polícia, o homem mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima que noticiou que estava grávida, mas o suspeito a pedia para abortar, tendo a negativa dela. Ele então saiu de carro com ela e quando parou em cima da ponte, disse que iria urinar, momento em que a tirou do carro e a jogou da ponte.

A vítima caiu no rio e conseguiu se segurar em um tronco de árvore, gritando por socorro, tendo sido atendida por Guardas Municipais por volta da meia noite. O SAMU e a PM de Carinhanha foram acionados, sendo que um pescador a socorreu em um pequeno barco.

Ainda de acordo com o inquérito, após a vítima relatar quem a havia jogado da ponte, apurou-se que o suspeito já estava na cidade de Palmas de Montes Altos (BA), ocasião em que a PM local foi até a residência do suspeito e efetivou a sua prisão em flagrante, uma vez que acabara de cometer o crime.

Em seu interrogatório, o suspeito negou ter praticado o crime e disse que não tinha estado com a vítima naquele dia. Durante as investigações, a Polícia Civil levantou imagens de câmera de segurança nas quais o suspeito aparece pegando um carro emprestado, dizendo que voltaria em 10 minutos, porém saiu às 19h40 e retornou somente à 21h12, sem dar explicações ao dono do veículo, fato também comprovado por registros de chamadas telefônicas.

De acordo com a polícia, a distância do local onde o suspeito saiu de carro até a ponte é de 69km, concluindo-se que ele teve tempo suficiente de ir e voltar, conforme levantado pelas imagens.

Em decorrência da queda da ponte, a vítima ainda sofreu aborto retido, tendo perdido o seu bebê, que estava com ao menos cinco semanas de gestação.

O autor do crime foi indiciado por tentativa de homicídio agravado por cinco vezes: 1) motivo torpe; 2) motivo fútil; 3) com emprego de asfixia (pois ela morreria afogada); 4) mediante dissimulação (porque ludibriou a vítima dizendo que saíra do carro para urinar, mas a pegou de surpresa e a jogou da ponte); e, por fim, 5) por razões da condição de sexo feminino (feminicídio), cuja pena de prisão é até 30 anos. Ele também foi indiciado pelo crime de “aborto provocado por terceiro”, cuja pena de prisão é de até 10 anos.

A prisão em flagrante do indiciado foi homologada pelo Poder Judiciário que a converteu em prisão preventiva, estando ele preso na Delegacia de Carinhanha.

O Delegado da DTC, Paulo Henrique de Oliveira, disse que está muito contente com o resultado do caso, “é um claro exemplo do papel da Polícia Civil e da Polícia Militar no decorrer das investigações e por muito pouco não tivemos um feminicídio, graças a vítima em ter relatado na hora que foi socorrida que foi seu namorado, facilitando nosso trabalho”. Todo o processo de investigação durou 13 dias.

Fonte: Delegacia Territorial de Carinhanha

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