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Um estudo, desenvolvido por médicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), detectou lesões na retina de pacientes já curados do novo coronavírus. A descoberta foi publicada recentemente em uma revista científica, prestigiada mundialmente.

Os doze pacientes, que participaram da pesquisa, tiveram quadros leves da Covid-19 e, até o momento, nenhum teve perda da visão. Agora, os médicos continuam o estudo, com mais dois grupos de pessoas curadas da doença, para descobrir se essas lesões, com o tempo, podem gerar danos à capacidade de enxergar.

Um dos autores da pesquisa explica que lesões na retina, região do olho onde se formam as imagens, podem ser irreversíveis. “A retina é sistema nervoso central e, sistema nervoso central uma vez destruído, ainda não tem uma maneira de recuperar pela medicina, então, qualquer lesão na retina sempre preocupa”, afirma o doutor Rubens Belfort Júnior, do Instituto da Visão da Unifesp.

O oftalmologista também acredita que, com a descoberta, as lesões na retina podem se tornar um marcador biológico da doença, isto é, um indicador de contaminação pelo novo coronavírus. “Não é só uma doença aguda, que você tem um resfriadinho e, depois de duas semanas, ficou bom. Alguns pacientes talvez venham a desenvolver lesões crônicas”, alerta o pesquisador.

Diversas linhas de pesquisas sobre a Covid-19, em todo o mundo, já revelaram que a doença afeta inúmeros órgãos e deixa pode sim deixar sequelas. Por isso, especialistas alertam: os pacientes curados precisam ficar alertas aos sinais do corpo.

“O aconselhamento é que as pessoas façam um acompanhamento médico contínuo. Vai exigir um gasto maior para a saúde pública, pois será necessário um acompanhamento desses pacientes que foram contaminados pelo coronavírus”, conclui o médico.

Veja reportagem completa:

 

Informações do Aratuon.

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